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sábado, 28 de abril de 2012

Salmos 27

[Salmo de Davi] O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?
Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.
Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.
Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.


Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-ás sobre uma rocha.
Também agora a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão em redor de mim; por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.
Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.


Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.
Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação.


Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.


Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos.
Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.
Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes.


Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR. 
Salmos 27:1-14




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Corpo de advogado é encontrado em Acarape


assassinato misterioso

Corpo de advogado é encontrado em Acarape

25.04.2012
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O veículo Santana que o advogado vinha usando nos últimos dias foi encontrado na cena do crime. Os assassinos roubaram várias peças. O carro é de um mecânico amigo da vítima. A Polícia caça suspeitos no Maciço de Baturité
FOTO: NATINHO RORIGUES
O criminalista André Camurça Filho havia desaparecido no dia anterior. Ele vinha recebendo ameaças
O advogado criminalista André Camurça dos Santos Filho, 47, foi encontrado morto, na manhã de ontem, na Pedreira da Viúva, na localidade de Cantagalo, em Acarape, no Maciço de Baturité (61Km de Fortaleza).

Camurça Filho, segundo a Polícia, foi assassinado a pedradas e golpes desferidos com um objeto perfuro-cortante, que pode ser uma chave de fenda. O corpo do advogado estava a cerca de 20 metros do Santana cinza de placas HWF-1346-CE, pertencente ao mecânico da vítima.

Peças

O veículo estava sem os quatro pneus e os policiais que foram ao local do achado do cadáver e perceberam que várias peças também foram retiradas. A pedreira fica em um local de difícil acesso, até mesmo para veículo com tração quatro rodas.

No fim da noite de anteontem, moradores de Cantagalo viram um carro passar em alta velocidade em direção à pedreira. Por volta de 7 horas de ontem, um funcionário do estabelecimento, quando chegou para trabalhar, se deparou com o carro e o corpo do advogado.

O operário, mesmo atônito com a cena, chamou a Polícia. Na análise preliminar do local de crime, o comandante da 2ª Companhia do 4ºBPM (Baturité), major Herbério Cruz, entende que André Camurça não foi atraído para uma armadilha. "Tudo deixa a entender que ele foi trazido para o local já rendido".

Ameaças

A Polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), mas não descarta que o advogado possa ter sido vítima de uma vingança. Desde a semana passada, André Camurça estava recebendo ameaças de morte, segundo apurou o oficial após conversar com a viúva. O major Herbério Cruz ressaltou que caberá à Polícia Civil investigar o caso.

Os processos nos quais André Camurça atuou ultimamente serão investigados, principalmente os já julgados, visto que, em alguns casos, a decisão da Justiça não agrada ao cliente, que termina por culpar o advogado pelo resultado.

Na tarde de ontem, policiais civis de Acarape fizeram diligências na Região do Maciço do Baturité com o objetivo de obter informações sobre a identificação dos acusados do crime. O mecânico do advogado também compareceu à Delegacia de Acarape e prestou depoimento.

OAB acompanhará
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Ceará (OAB-CE), Valdetário Monteiro, informou ao Diário do Nordeste, na noite passada, que foi nomeada uma comissão formada pelos advogados José Navarro, Robson Sabino e Paulo Oliveira, para acompanhar o inquérito. Além disso, Monteiro disse ter enviado ofício para o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas, solicitando um delegado especial no caso.

FERNANDO BARBOSA/EMERSON RODRIGUESREPÓRTERES
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1130757

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 NOTA DE PESAR
ANDRÉ CAMURÇA SANTOS
A Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Ceará (OAB-CE), da Caixa de Assistência dos Advogados do Ceará (CAACE), da Fundação Escola Superior de Advocacia do Ceará (FESAC) e do Tribunal de Ética e Disciplina (TED),  solidarizam-se com a família do advogado André Camurça Santos, morto na madrugada desta terça-feira.  A OAB-CE está acompanhando, junto as autoridades da Segurança Pública e Defesa Social, a investigação sobre o crime.
Missa de corpo presente: 25.04 às 08:30 hrs na Igreja Matriz de Redenção e logo após a missa será o sepultamento no Cemitério de Redenção.
Agradecemos aos que se fizerem presentes
a este ato de solidariedade.
A DIRETORIA

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Em meio a perseguicao vem a vitória de Deus!


Oi irmaos e irmas, hoje eu estava pensando o que postar? Nao gosto muito de digitar mensagens pois busco compartilhar o que pessoas usadas por Deus escrevem e que me ajudou, pois senti a voz de Deus através destas é muito melhor do que pensar que meu blog está servindo de alimento pra os fofoqueiros ou especuladores, ou pra pessoas invejosas que só desejam a desgraca dos outros. 

Como todo mundo já deve saber estou em um país estrangeiro, totalmente fora da minha realidade, e eu vivia no meio dos crentes e servos de Deus desde que me converti, dedico minha vida principalmente a Deus, mas aqui ainda é um choque, um exercício de paciência, pois nao tem nenhuma igreja ao alcance e faco culto sozinha e Deus todos os dias em casa, ouco os pastores e estudos, e cultos da RIT, e tbm www.vivos.com.br, pois é gente um grande problema pra mim é que as pessoas simplesmente nao me entendem, só pelo fato de eu existir vejo as pessoas inquietas e indignadas como se tivessem imaginando que estou fazendo algo contra elas, parece mentira e surreal mas nós cristaos sabemos bem do que passamos, é muito visível, absurdo e quase ridículo as perseguicoes que passamos, o caso nao é aquela ou aquelas pessoas, pois é muito claro que nao sao pessoas más, sao pessoas boas e até ajudam muitas vezes que precisamos, mas de repente essas pessoas mudam totalmente em todos os sentidos, e agem como se tivesse algum tipo de ódio, ai, isso já ocorreu muito comigo, com várias pessoas, praticamente o diabo já usou todas as pessoas que estiveram próximas a mim em algum momento, eu me magoei e fiquei triste com essas pessoas mas logo percebi que nao eram elas, é mais difícil ainda quando sao outros servos de Deus que de repente se voltam contra nós, mas estes logo se policiam pois sao pessoas que buscam estar ligados com Deus, quando sao pessoas em tempo de ignorância ainda é mais delicado pois estas nao tem visao espiritual pra perceber o que está havendo e o diabo investe com tudo na vida delas contra os servos de Deus, pois estas pessoas nao tem protecao contra as setas de satanás que joga sugestoes no pensamento delas, setas inflamadas, contra outra pessoa pra semear a desconfianca, paranóia, ódio, e de repente se torna quase um exército do inferno. É uma situacao muito difícil e triste pra pessoa inocente que sem razao sofre esse tipo de investida perversa e gratuita. Jesus nos mandou orar pelos perseguidores tenho feito isso mas as vezes realmente sinto vontade desesperada de fugir pois a situacao é desagradável demais. Por que as pessoas implicam com as outras? será que nao podem simplesmente viver em paz e harmonia? Eu rejeito perseguicoes! Nao aceito mais e repreendo em nome de Jesus! Que Deus alcance a essas pessoas para que estas encontrem o caminho da verdade, e o que posso fazer pra isso faco. Outra notícia que quero dar oficialmente é que:

1. Deus é fiel- O Ministério de Relacoes Exteriores está me auxiliando para que eu seja repatriada e nao precise mais cumprir as exigências impossíveis da Alemanha!

2. Isso significa que logo irei voltar à Pátria amada! Glória a Deus.

3. É uma pena mas o Geldi, meu cachorro nao vai poder ir comigo e por isso vai morar com outra família, e já encontrei interessados, que querem vir buscar ele hoje mesmo se possível! 

Isso prova que nas perseguicoes Deus nos dá o escape. Nada nos separa do amor de Deus que está em Cristo Jesus. 

Agradeco ao Valdetário, presidente da OAB/CE que mesmo sendo tao ocupado manifestou interesse nessa causa, e encaminhou o meu caso para que possam encontrar uma forma de ajudar pra que eu seja repatriada o mais breve possível.

Quando eu voltar quero que todos saibam que estou diferente, esse tempo no exílio, quase 2 anos, me serviu de muito aprendizado em todos os sentidos, caí muito na real pra muita coisa, de longe pude ver muitas coisas que nao estavam andando bem lá no Brasil, no meio de momentos de provacao e solidao minha fé enfraqueceu e  nesse momento recebi mais provas evidentes da veracidade da Palavra de Deus e minha fé renasceu muito mais forte, e usei a maior parte do tempo pra dedicar a Deus, estudar a Palavra e estudar Direito e me preparar para a volta. Estou fazendo um trabalho como Missionária Online na online Global Media Outreach Volunters, e também aprendi muito, já tenho 195 bencaos(discipulos de Jesus). Um gesto MUITO recompensador!
Uma coisa que preciso dizer: ser servo de Deus nao é ser besta. Ainda tem novidades que no momento certo revelarei, mas que já está publicamente evidente pra todos que me conhecem. Agradeco muito a Deus pelas novas conquistas pra mim e minha família que logo estaremos no Brasil! E agradeco pelos servos de Deus e todas as pessoas que nos apoiaram e acreditaram em nós, louvo a Deus por essas vidas!

Vida de Servo - Romanos 12

O Apóstolo Paulo, nesta carta aos Romanos, como costuma fazer em alguns de seus escritos, apresenta primeiro uma parte doutrinária – a colocação dos fundamentos da fé - após passa à uma parte prática – expressões da vida cristã. A doutrina gera a prática. A prática é fruto da doutrina ministrada. No capítulo 12 se inicia a parte prática da carta que contém três significativos assuntos: a conduta pessoal do cristão, a atitude do cristão diante dos não cristãos e o convívio entre os cristãos. Queremos, entretanto, fazer algumas reflexões sobre o conteúdo dos dois primeiros versículos desse capítulo.
É impressionante como Paulo pode, em apenas dois versículos, concentrar tantos ensinos. Ele inicia o capítulo com um verbo apelativo: rogar. Esse termo nos faz sentir que havia um grande anseio no coração de Paulo em transmitir, àqueles que designa como: “chamados para serdes de Jesus Cristo” (Romanos 1.6), princípios importantes para a vida cristã vitoriosa. Paulo sabia, muito bem, que os discípulos que compunham a comunidade em Roma, viviam em uma sociedade tremendamente pecaminosa e, agora, convertidos à fé cristã, nela deveriam viver, integralmente, como novas criaturas em Cristo Jesus.
O mesmo acontece conosco hoje. Nós, discípulos do Senhor Jesus, vivemos, também, em uma sociedade corrupta e é nela que devemos testemunhar a vida cristã autêntica. A ciência e outros aspectos da sociedade humana evoluíram, enquanto a vida moral, a ética e a conduta continuam sob as mesmas falhas, erros, pecados e maldades de todas as épocas anteriores. É nessa sociedade impiedosa que, como cristãos, precisamos expressar os valores da vida do Senhor que reside em nós.
O anseio de que os cristãos vivam a nova vida que possuem em Cristo ativamente - vida completamente diferente da forma que o mundo apresenta - levou Paulo a fazer essa veemente súplica: “Rogo, pois, irmãos”. É um caloroso chamado que seu zelo apostólico faz àqueles que nasceram de novo em Cristo Jesus. Escrevendo aos Gálatas, Paulo demonstrou o mesmo cuidado para aqueles que estavam sob seu pastoreio: “meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gálatas 4.19). A diligência pelos filhos espirituais o levava a desmedidos sacrifícios!
O que, agora, Paulo roga aos romanos é, justamente, em outras palavras, o mesmo que requereu dos Filipenses: “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, com uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Filipenses 1.27). Os que já nasceram de novo, apesar de estarem unidos a Cristo por uma aliança eterna, precisam, entretanto, moldar ainda mais as suas vidas segundo aquilo que o Senhor quer encontrar neles: obediência total à sua vontade que é boa, agradável e perfeita.
Nós não alcançamos automaticamente o caráter perfeito e santo que vemos em Cristo Jesus, quando nascemos de novo. Alcançá-lo depende de uma disposição do nosso coração de efetivar aquilo que Deus reservou para fazermos. Há, conseqüentemente, uma carreira a correr e uma vitória a alcançar. Bem-aventurado é aquele que se propõem, consigo mesmo, chegar ao clímax que Paulo chegou ao dizer: “estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2.19,20).
Notemos que o rogar de Paulo é motivado por um fato muito forte e nobre. É “pelas misericórdias de Deus”. Nós sabemos que tudo que Deus fez, faz e fará por nós, provêm de sua misericórdia. Paulo coloca o termo no plural – “misericórdias” -, pois, elas são incontáveis e indizíveis. São inúmeras as misericórdias que recebemos de Deus, sendo que a maior delas é a nossa salvação eterna na pessoa de seu Filho. O sacrifício vivo, único e perfeito, realizado em nosso lugar, substituindo-nos, é o maior apelo que possamos ter, conclamando-nos a oferecer a Deus, também, um sacrifício vivo, santo e agradável dos nossos corpos, fazendo-lhe, perfeitamente, o que lhe agrada.
Se nós somos filhos de Deus, o somos pela sua compaixão para conosco. Dessa forma, devemos tomar para nós a exortação apostólica: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (I Pedro 1.14,15). Eis o perfeito sacrifício vivo que devemos fazer em resposta às “misericórdias de Deus”. Não há motivação maior para que vivamos a vida de santidade do que a gratidão que temos pelas misericórdias de Deus, que, diariamente vem ao nosso viver!
Paulo roga, entretanto, que, “pelas misericórdias de Deus”, apresentemos nossos corpos “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Certamente o Apóstolo está lembrando que na cruz foi feita a perfeita oferenda “Viva, santa e agradável a Deus” por todos nós. E Deus a aceitou pois foi feita pelo seu Filho. Assim como Jesus fez esse sacrifício por nós, devemos nós, também fazê-lo a Deus em gratidão ao que dele recebemos.
Que é apresentar o nosso corpo por sacrifício vivo? Primeiro, afirmamos que Deus não deseja rituais, sacrifícios abstratos, místicos, sentimentais. O que ele quer é algo bem prático. Ele espera que apresentemos a nós mesmos diante dele, com atos concretos, práticas diárias e contínuo viver segundo a sua vontade. Sacrifício vivo é a oferta que se expressa com a vida -. Nessa mesma carta, Paulo já ensinou: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte, mas se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Romanos 8.13).
Aqui está o sacrifício vivo que nos é pedido: “mortificar os feitos do corpo”. Isso significa que os atos que fazemos impulsionados por nossa carne e que não correspondem à vontade de Deus, devem ser dizimados e queimados no altar, diante dele. E, as cinzas que restarem, devem ser jogadas fora do arraial, como os israelitas faziam com as sobras sem valor dos animais sacrificados (Êxodo 29.14), ou seja, devemos retirar de nós todos os resíduos da velha vida que permanecem em nós e que nada mais significa para nós que vivemos, plenamente, a nova vida em Cristo.
Recordemos que toda a depravação da raça humana se expressa através do corpo. Vejamos como age o homem estranho a Deus: o seu cérebro – parte essencial do corpo – programa o mal que ele deseja executar; seus olhos vêem somente o que é impróprio; sua língua profere a mentira, o engano, a maledicência; os pés são rápidos em correr pelo mau caminho e as mãos apressam-se em ferir, agredir, apossar-se do que dos outros. Comandados pelo cérebro desvirtuado seus sentimentos e atitudes são, verdadeiramente, pecaminosos.
A santidade cristã, da mesma forma, se efetivar através dos membros do corpo em um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Isso começa com a mortificação dos atos que, em nós, são da natureza carnal, fazendo com que cada membro do corpo opere de acordo com os comandos do cérebro que se rege pela vontade de Deus.
Assim, a mente pensará com a sabedoria que lhe vem do Alto; a língua falará a verdade eterna e entoará louvores ao Senhor; os olhos estarão voltados para Jesus assimilando sua pureza e integridade; os pés se apressarão a andar pelos caminhos justos; as mãos irão abençoar e o coração se derramará em amor, até mesmo, para com os que maltratam, perseguem e fazem todo o mal.
È isso que significa “sacrifício vivo” – oferenda que expressa a vida de Cisto em nós! Também, jogar fora tudo o que não vem de Deus e valorizar tudo que dele vem a nós. Nessa mesma carta aos Romanos, 6.13, Paulo escreveu: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade, mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça”. Isso é culto racional a Deus!
A seguir, Paulo faz outro apelo necessário: “não vos conformeis com este século”. Saibamos que o século – o mundo – negligencia a vontade e o propósito que Deus tem para ele, buscando atender somente a seus próprios interesses humanos. É fácil, muito fácil, acomodar-se com o século – o mundo e seu sistema pecaminoso. Não é difícil acomodar a vida aos padrões do mundo. Quantos cristãos estão fazendo isso e tendo prazer em conformar-se com a vida dúbia que levam.
Há uma palavra de ordem que vem de Jesus: “Não vos assemelheis, pois, a eles” (Mateus 6.8). Não podemos nos acomodar à cultura predominante do mundo dos homens insubmissos a Deus e que o aborrece. Escutemos o que Paulo nos diz em Colossenses 3.1: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”.
“Transformai-vos”, é a chave que o texto apresenta para que possamos apresentar nossos corpos em sacrifício vivo a Deus. E essa transformação começa com a nossa mente. A transformação da mente é o ponto básico para que seja visível em nós a vida que Deus planejou para os que são seus, e que é visível na pessoa de seu Filho. Nossa mente precisa ser esvaziada de tudo que não provém de Deus e ser impregnada com tudo que dele procede. Essa é uma transformação que nos compete fazer.
O texto indica o que deve predominar em uma mente regenerada: “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Só uma mente restaurada pode discernir, obedecer e expressar a mente de Cristo. Os filhos de Deus precisam ter mentes totalmente conformadas aos padrões divinos, pois, um dia, quando menos esperarmos estaremos diante do Senhor que declarou ser “aquele que sonda mente e corações” (Apocalipse 2.23). Nossas mentes serão perscrutadas em seus mínimos detalhes, pois, é na nossa mente que elaboramos todo o bem ou todo o mal que praticamos.
Outra importante expressão do texto é: “para que experimenteis [...] qual seja [... a] vontade de Deus”. É uma riqueza espiritual valiosa, quando, por experiência própria, podemos provar a excelentemente boa, a extremamente agradável e a tão perfeita vontade de Deus para a nossa vida, pois, ela expressa o seu desejo de que sejamos exatamente como seu Filho é.
Nós temos recursos valiosos e acessíveis que nos ajudam a renovar nossa mente:
1. A Palavra de Deus. Uma mente cheia da Palavra direcionará toda a nossa vida mental, conseqüentemente, todo o nosso ser e o nosso fazer será moldado por ela. A palavra é a espada do Espírito que Efésios 6.17 indica como a arma preciosa em nossas lutas espirituais. Aconselhamos a todos lerem o salmo 119 e encontrarem nele a demonstração do que a Palavra é, e os inúmeros valores que ela possui, para a renovação da mente.
2. O Espírito Santo. Ele é a pessoa mais interessada em renovar nossa mente, pois, ele quer moldar em nós a mente do Senhor Jesus Cristo. A nossa mente, sob a graça e unção do Espírito, presidirá nossa vida interior pautando-a com a sabedoria do Alto. É o Espírito que leva a nossa mente a possuir, de forma ampla e nova, a visão de todas as realidades espirituais de Deus.
Ele nos faz, verdadeiramente, ser e agir dentro do que é esperado de nós como novas criaturas. Ele nos fortalece para que, realmente, estejamos vivendo como nascidos de novo em Cristo Jesus. É através dele que Deus cumpre a promessa de imprimir em nossas mentes as suas leis, conforme fala Jeremias 31.33. É ele quem guarda o nosso coração e mente em Cristo Jesus (Filipenses 4.7).
3. A oração. Ela sempre nos levará bem junto a Deus e, assim, dele recebermos força, auxílio e graça para uma total restauração mental. Quando oramos Deus edifica nossa mente e fortalece nosso espírito. Que a nossa súplica sempre seja: Renova, Senhor, a nossa mente para que te conheçamos mais e mais.
Quão tremendo é esse expressivo apelo que Paulo soube sintetizar em apenas dois versículos. Apelo que deve nos levar à experiência que precisamos, hoje, alcançar, ou seja, conhecer a grandeza da vontade de Deus para conosco. Deus não nos quer pequenos, pobres, inferiores. Ele nos quer levar “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4.13). Sua vontade, realmente, é de que sejamos seus filhos como seu Filho, Jesus Cristo é. Para isso ouçamos o apelo: “seguindo a verdade em amor cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4.15). Amém.


Erasmo Ungaretti
fonte: adorar.net

domingo, 1 de abril de 2012

Jesus: "Assim, também vocês precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam."


Mateus 24

  
Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhe mostrar as construções do templo.
"Vocês estão vendo tudo isto? ", perguntou ele. "Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas".
Tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos? "
Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane.
Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo! ’ e enganarão a muitos.
Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim.
Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares.
Tudo isso será o início das dores.
"Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa.
Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros,
e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos.
Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará,
mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
"Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda —
então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes.
Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma.
Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto.
Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando!
Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado.
Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.
Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.
Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo! ’ ou: ‘Ali está ele! ’, não acreditem.
Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos.
Vejam que eu os avisei antecipadamente.
"Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto! ’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa! ’, não acreditem.
Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem.
Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
"Imediatamente após a tribulação daqueles dias ‘o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados’.
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória.
E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
"Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo.
Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas.
Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam.
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão".
"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.
Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem.
Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca;
e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem.
Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado.
Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada.
"Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor.
Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
Assim, também vocês precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam.
"Quem é, pois, o servo fiel e sensato, a quem seu senhor encarrega dos de sua casa para lhes dar alimento no tempo devido?
Feliz o servo a quem seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar.
Garanto-lhes que ele o encarregará de todos os seus bens.
Mas suponham que esse servo seja mau e diga a si mesmo: ‘Meu senhor se demora’,
e então comece a bater em seus conservos e a comer e a beber com os beberrões.
O senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe.
Ele o punirá severamente e lhe dará lugar com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes".



Historia da Flos de Lis pela Revista enfoque http://www.revistaenfoque.com.br/
EDIÇÃO 76 > ENTREVISTA
A mãe que lutou por seus 40 filhos
Seu nome é Flordelis
Virgínia Rodrigues
Quem olha para sua aparência frágil e pequena, nem se dá conta de que está diante de alguém que arriscou a vida para salvar gente desprotegida de tudo e de todos.
Jacarezinho, subúrbio do Rio de Janeiro. Uma garota ocupa seu tempo percorrendo a favela. Vai sozinha; leva apenas coragem e uma proposta séria de apresentar as “boas novas” do Evangelho aos que têm sede de pão e de justiça. Depois de crescida, ela rompe paradigmas, resgata corpos e mentes desnutridos, amontoa crianças dentro de casa, é chamada de seqüestradora, enfrenta bandidos, a própria Justiça, e faz de sua vida uma prova viva do que é ser legitimamente cristão.
Hoje, vivem em sua casa a paz, a alegria e 40 crianças, sendo 37 adotadas. Sempre acompanhada do marido, o pastor Anderson do Carmo, Flordelis, além do reconhecimento por seu trabalho, colhe os frutos de tantas lutas e conquistas: o amor de seus filhos, o orgulho de vê-los crescer com educação e afeto, a total cumplicidade no casamento e a amizade de famosos e anônimos, que foram se juntando à sua missão.
Perguntada sobre como faz para manter tanta criança vestida e alimentada, Flordelis não vacila: “Deus me deu a voz, o dom de cantar”. E o crescimento do ministério como cantora não só a ajuda no sustento da família – ela vende seus CDs pelas igrejas – como vem gerando apoio e respeito da mídia e do segmento artístico.
Depois de todos esses sonhos realizados, Flordelis não se esquiva de mais uma responsabilidade proposta por Deus em sua vida. No cinema, em um longa-metragem, terá a sua história contada por um elenco, literalmente, “fantástico”. Glória Maria, Reynaldo Gianecchini, Thiago Lacerda e as Letícias Spiller e Sabatella estão entre os atores que se ofereceram para propagar o emocionante trabalho de Flordelis.
Seu DVD de estréia como cantora será gravado no Canecão, a convite dos proprietários da casa de shows mais importante do Brasil. E, mesmo que diga que seu corpo está cansado de tantas batalhas, ela não pára de trabalhar um só instante. Com sua habitual simplicidade, revela: “Sempre há de existir uma força maior para quem quer realmente transformar o mundo”.

ENFOQUE – Você sempre valorizou as crianças em sua vida, mas como foi sua infância?
FLORDELIS – Normal. Eu devia ter uns três anos quando minha mãe se tornou evangélica e, depois, meu pai. Éramos cinco filhos e vivi dificuldades que toda família pobre passa. Mas também vi a situação de outras crianças que não tinham o mesmo privilégio que eu – uma mãe e um pai presentes.

ENFOQUE – E como era a Flordelis criança?
FLORDELIS – Minha mãe diz que eu era quietinha. Fui criada na igreja e aos 12 anos já dirigia um trabalho de libertação. Meu pai era músico e formou um conjunto musical chamado Grupo Angelical, no qual eu cantava e viajava pelo Brasil. Era maravilhoso, e isto durou até os 14 anos. Um dia, na Via Dutra, o grupo sofreu um acidente e só sobraram eu e meu irmão. Depois de superar a tragédia, continuei a fazer meu trabalho missionário.

ENFOQUE – Alguma vez aconteceu algo que fez você sentir que iria trabalhar com crianças?
FLORDELIS
 – Acho que eu já tinha um chamado de Deus para isso, mas aconteceu meio que por acaso. Eu me criei dentro da favela, no meio do tráfico de drogas, vendo amigos morrendo, e o que mais me espantava era a omissão das mães. Achava que elas podiam fazer mais que chorar ou se queixar. Quando me tornei adulta, resolvi fazer esse papel, agir por aqueles filhos. E aí comecei a andar sozinha de madrugada pela favela.

ENFOQUE – Mas você tinha algum apoio da igreja?
FLORDELIS – Não. Era algo independente. As pessoas tinham medo quando se falava em tráfico de drogas. Isso foi por volta de 1990. Quando se cogitava em evangelismo na madrugada, todos se assustavam, porque ninguém queria colocar a vida em risco. Aí, decidi ir sozinha. E como sexta-feira é o dia de maior movimento nas favelas, ia para a rua à meia-noite e andava no meio deles, conversando com os meninos mais novos. Queria entender o que os levava para as ruas, a cheirar cocaína, fumar maconha. Eram meninos de 10 e 11 anos e era assustador.

ENFOQUE – Traçando um paralelo entre os anos 90 e hoje, você acha que os riscos de fazer um trabalho como esse, na favela, são os mesmos?
FLORDELIS – Acho que os perigos são os mesmos. Tive o risco de morrer, sofri ameaças e recebi mandado até do Bangu 1 para ser assassinada. Minha mãe e minha família fugiram de casa para não serem assassinadas. Eu enfrentei a situação porque queria provar para aqueles garotos que o que estava fazendo era o melhor para a vida deles.

ENFOQUE – E isto ainda sem o suporte da igreja?
FLORDELIS – Levou uns sete meses até que eu conseguisse convencer as pessoas a fazerem alguma coisa. Na época, fui até chamada de missionária do Comando Vermelho só porque a favela era do Comando Vermelho. Mas as coisas somente começaram a mudar quando os irmãos puderam ver a glória de Deus naquele lugar.
Houve uma guerra entre os traficantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando. As pessoas que moravam na favela do Jacarezinho não podiam atravessar para a favela de Manguinhos e, como alguns meninos foram expulsos, fugindo para Manguinhos apenas com a roupa do corpo, suas mães começaram a me pedir ajuda. Eu lhes disse que poderiam levar roupas e tudo o que fosse preciso para os filhos delas do outro lado. Peguei minha Bíblia, atravessei a pista e fui. Quando voltei, o Cocada, que era o chefão da favela, estava me esperando com os comparsas dele para me matar. Ele alegou que eu não tinha o direito de atravessar para o lado inimigo sem autorização para isso e que ele era o dono do morro.
Naquela hora, vi a autoridade do Espírito Santo e disse que ele não era dono de nada, não era dono nem do próprio nariz. Era só dono da boca-de-fumo, e quem era dono de minha vida era Jesus. Ele me achou louca porque naquela semana tinha assassinado uma evangélica, desfilando com seu corpo dentro de um carrinho pela favela. Por isso me achou doida por tê-lo enfrentado, mesmo sabendo daquele episódio. Disse que estava perdendo tempo com uma maluca e foi embora. E eu continuei fazendo o meu trabalho missionário. 

ENFOQUE – E como surgiu a história das crianças em sua vida?
FLORDELIS – Depois de algum tempo, uns jovens da igreja batista e de outras denominações vieram à minha casa e pediram para participar daquele trabalho. A gente se encontrava às sextas-feiras, orava e saía para as ruas. Um dia, um menino foi colocado no paredão da morte pelos traficantes e a mãe dele foi até a minha casa para pedir oração. Na verdade, ela queria oração por ela, e não pelo filho. Queria pedir consolo para seu coração, mas nada por ele. Era isso que eu percebia nas mães, sempre omissas. Eu orei. Mas como oração é ação, eu disse que ia atrás do filho dela, ia tentar fazer alguma coisa. Fui andando pela favela, procurando onde estavam os bandidos, e achei o “bonde”. Eles me receberam, achando que eu tinha ido evangelizá-los. Só que eu falei que tinha ido orar por um menino que eles iam matar naquele dia. O gerente do tráfico que comandava o grupo deixou eu passar e encontrei o menino amarrado, machucado.
Era um adolescente de uns 13 anos. Orei por ele e, quando terminei, pedi ao gerente do tráfico para soltá-lo, o que eu só conseguiria se fosse falar diretamente com o chefe geral. Fui também até ele, que zombou de mim, surpreso com minha audácia. Afirmei que tinha ido ali para dar uma ordem de Jesus e ofereci a minha vida em troca da vida do menino, caso ele fizesse alguma coisa errada. Ao ser solto, levei-o para minha casa. Aquilo me deu mais forças para continuar e fez com que outros grupos de oração viessem se juntar comigo no trabalho da madrugada. Depois acabei indo evangelizar na Central do Brasil. 

ENFOQUE – Foi uma expansão de seu trabalho?
FLORDELIS – Sim. Mas fui para a Central do Brasil com um objetivo e Deus agiu totalmente diferente. Na ocasião, fui procurar uma menina da favela que tinha fugido de casa por causa de drogas e a notícia era de que ela estava perambulando pela Central do Brasil. Cheguei lá e me deparei com um monte de crianças no calçadão e muitas mulheres com crianças no colo. Olhei aquela cena, tentando entender o que era aquilo. Era algo que a gente vê na televisão, mas desconhece pessoalmente. Vi um casal de bebês gêmeos com a mãe dando uma lata de leite condensado com uma colher. Fiquei paralisada. As pessoas passavam por ali e ninguém fazia nada, sequer olhava. Em seguida, vi uma menina drogada, meio louca, porque ela ria e chorava ao mesmo tempo, pertinho dos nenês.
Fui para o ponto de ônibus para ir embora, mas a cena não saía da minha cabeça. Decidi voltar. Comecei a conversar com aquela menina, perguntando sobre o que estava acontecendo. Ela contou histórias de sua vida pessoal e revelou que estava de resguardo. Eu perguntei sobre o bebê e ela disse que tinha acabado de jogar no lixo. Pedi que me levasse ao local e ela me acompanhou até um terreno baldio, onde estava uma menina com 15 dias de nascida. Peguei a criança e levei-a para casa, junto com a mãe, mas ela não quis ficar. Largou o neném comigo e foi embora. E eu ganhei aquele presente de Deus. 

ENFOQUE – Foi dessa forma que você começou a levar crianças para sua casa?
FLORDELIS – Foi. Dois dias depois, voltei à Central do Brasil para procurar aquele casal de gêmeos. Quando cheguei, fazendo o que chamávamos de Arrastão de Deus, evangelizando, orando e ajudando, soube que os bebês tinham ido para o hospital Souza Aguiar porque estavam muito doentes. Lá, uma pessoa acidentada havia acabado de chegar e, com a distração dos encarregados da entrada, passei de fininho, subi as escadas e fui para a enfermaria de crianças. Achei os bebês e passei a visitá-los por 18 dias. Quando receberam alta, pensei em devolvê-los à mãe, que eu conhecia. Só que as crianças eram portadoras do vírus HIV e a médica disse que se eles voltassem para a rua, iriam morrer. Resultado: levei mais duas crianças para casa. 

ENFOQUE – Como foi ampliar o tamanho de sua família? 
FLORDELIS – Em 1994, teve uma matança de crianças na Central do Brasil, quando um policial, de dentro de um carro, atirou em algumas delas. Matou uma menina de 1 ano e 6 meses e um menino de 11 anos e ainda baleou outros que, graças a Deus, não morreram.
Naquela madrugada, lembro que fui até a Central do Brasil para ver se a história que estavam me contando era verdade. Lá, vi as crianças mortas e, entre os feridos, havia uma menina de três anos, ainda viva, com uma bala alojada no fígado. Naquela ocasião, uma mãe foi pedir minha ajuda e, de uma só vez, fiquei com 37 crianças, morando numa casa pequena na favela do Jacarezinho. 

ENFOQUE – O que você pensava diante dessas dificuldades?
FLORDELIS – Acho que tudo o que acontece em nossa vida tem dois lados: o negativo e o positivo, e a gente deve sempre olhar mais para o lado positivo. Tem que tirar um aprendizado das coisas. Eu nunca fui de ter pensamentos de derrotas, de fracassos. Segui minha vida, fazendo a obra de Deus, que me preenchiam e preenchem até hoje. 

ENFOQUE – E como aconteceu o Anderson em sua vida?
FLORDELIS – Anderson veio da igreja batista, interessado no trabalho missionário que eu fazia na favela. Ele bateu na minha porta com outros jovens e disse que queria passar as mesmas experiências, viver as mesmas coisas que eu vivia. Começamos a fazer evangelismo na madrugada, ele foi se envolvendo cada vez mais com a gente, subindo o morro, ajudando as pessoas. Depois de um tempo, nos casamos e vivemos algo muito louco e muito lindo, uma coisa de Deus.

Momento de descontração de algumas das 37 crianças adotadas por Flordelis: a história de coragem da missionária virou filme e estréia em 2008
ENFOQUE – Tendo quatro filhos seus e mais as crianças abrigadas por você, como foi o processo para ficar definitivamente com eles?
FLORDELIS – No início de 1994, eu tinha 37 crianças em uma casa pequena na favela. Havia um grupo de extermínio me procurando – era o pessoal lá da Central do Brasil que achava que eu sabia algo contra eles. Depois passamos por uma luta com o Juizado de Menores porque eu era uma mulher da favela cuidando de crianças em excesso. Foi quando apareceu o Betinho, do Ação pela Cidadania, que colocou minha história na televisão, pedindo ajuda. Até então, ninguém me conhecia. Quando apareci na mídia, o Juizado soube e determinou que eu não podia ficar com as crianças por ser pobre e favelada. Disseram que elas iriam para um abrigo, que os irmãos seriam separados etc.
Eu disse ao juiz que não entregaria as crianças e ele me pressionou dizendo que era uma autoridade. Eu me apresentei, dizendo que me chamava Flordelis, serva de um Deus vivo, que é o Juiz dos juízes, autoridade maior no céu e na terra, e que ninguém pegaria minhas crianças. Ele expediu um mandato de prisão por desacato à autoridade, busca e apreensão das crianças. Só que Deus abriu a porta de uma casa em Irajá e eu fugi para lá. Larguei mobília, saí com a roupa do corpo e fiquei escondida por quatro meses.
Como é impossível se esconder com muitas crianças, o Juizado acabou me achando. No dia eu não estava em casa. Estava com Betinho e meu marido. Ao chegar, meu filho Carlos estava na rua me esperando e deu a notícia. Comecei a chorar, achando que tinham levado meus filhos. Mas ele me acalmou, dizendo que todos tinham fugido pelos fundos da casa enquanto as autoridades batiam na porta da frente. Estavam todos na pracinha de Irajá me esperando. Como não podíamos mais voltar para casa, dormimos na rua. Certa noite, acordamos de madrugada com um monte de bandidos ao redor, querendo saber o que eu estava fazendo ali. Eu disse que só queria dormir e, quando amanhecesse, iríamos embora. Quando o dia clareou, a associação de moradores de Parada de Lucas nos deu abrigo e ali ficamos escondidos por mais quatro meses. Eu acabei saindo em vários jornais do Rio como seqüestradora de crianças.

ENFOQUE – Como você conseguia alimentar e cuidar de tantas crianças?
FLORDELIS – Durante três meses, o Ação pela Cidadania, do Betinho, me ajudou. Enquanto eu estava no Jacarezinho, a comunidade me ajudava muito, até nas fugas. Um dia, apareceu um moço chamado Pedro Werneck, que tinha visto a reportagem na televisão. Ele passou a me dar 50 reais semanalmente. Mas era uma ajuda anônima. Quando o jornal me colocou nas manchetes como seqüestradora, ele parou com a ajuda.
Decidi ligar para ele e me explicar, contando minha verdadeira história. Pedro diz que o que o convenceu naquele tempo foi quando eu disse que jamais abriria mão de meus filhos. Ali, ele mudou de idéia e resolveu me ajudar a pagar o aluguel de uma casa. Dessa vez, fomos todos para Rio Comprido. Ele é quem foi conosco ao Juizado de Menores e se responsabilizou por tudo. O juiz não era mais aquele que tinha mandado me prender. No lugar dele estava Ciro Darlan, que disse que havia oito processos contra mim. Propôs fazer um acordo caso eu conseguisse fazer tudo o que o Estatuto da Criança exigia, em um período de 30 dias. Cumpri tudo!
Doutor Ciro foi pessoalmente à minha casa ver tudo de perto e ficou surpreso. Sempre fomos uma família. Cada um tem as suas próprias coisas e é responsável por elas. A individualidade faz surgir a responsabilidade. Por isso, lutei para que meus filhos não fossem para abrigos, porque lá as crianças não têm histórias, não têm seu canto, sua privacidade. Uma criança sem história é um adolescente sem sentimento. Assim, para eles, matar e viver são a mesma coisa.
Quando doutor Ciro viu minha família, se emocionou e aí me deu a guarda das crianças. Só que entrar com o pedido de adoção era bem mais difícil. Tive de me tornar primeiro uma instituição. Foi quando nasceu a associação Lar Família Flordelis. Tudo porque não abria mão de ficar com meus filhos.
Muitos me chamaram de louca, pensando em como eu ia sustentar tanta criança. Como tinha parado de cantar nas igrejas, depois do acidente com o Grupo Angelical, decidi voltar e comecei a vender os CDs que meus próprios filhos me ajudaram a produzir. Hoje, meus filhos dizem que querem trabalhar para ajudar em casa, mas eu respondo que quero que eles estudem e se preparem para dar o melhor para a família deles. Costumo dizer a eles: “Quem precisa ir à luta e trabalhar por vocês sou eu, como mãe, e o pai de vocês”. Agora é nossa vez de trabalhar para dar um futuro limpo para todos eles.

ENFOQUE – E as igrejas, passaram a valorizar mais seu trabalho?
FLORDELIS – Sim. Eu comecei a ser convidada para contar as experiências pelas quais tinha passado na favela. Às vezes, a mesma igreja que fechara a porta para mim, numa outra época, resolvia agora me convidar. Infelizmente, a discriminação é muito grande com a criança de rua. Quando um grupo que evangelizava comigo soube que meus bebês tinham HIV, sumiu. É fato: crianças, quando vêm da rua, não vêm saudáveis, mas trazem doenças, sarna, são usuárias de drogas. Então, as mães proibiram os filhos de irem à minha casa. Eu já era vista como louca no meio do povo de Deus, mas nada me fez parar. Deus trabalha no tempo. Hoje, o casal de gêmeos foi negativado do HIV e os dois até apareceram no Fantástico. A partir daí, muitos foram me convidando para pregar e cantar.
Foi Pedro Werneck, que nem é evangélico, que acreditou em mim e me ajudou a gravar o primeiro CD. É com esta venda que consigo manter minha casa.

ENFOQUE – E como aconteceu sua projeção entre os artistas?
FLORDELIS – A irmã da Marlene Mattos tinha ido a uma igreja e ouviu alguém comentando sobre meu testemunho. Na época do Dia das Mães, eles me ligaram para participar do programa da Xuxa, mas eu achei que era trote. Só que era verdade, e eu acabei sendo homenageada como a mãe do Brasil em uma gravação que durou 25 minutos. Dali em diante fui conhecendo todo o mundo. O produtor artístico Marco Antonio Ferraz assistiu ao programa da Xuxa no aeroporto e já ligou para mim. Isso foi no ano 2000. 

ENFOQUE – O segmento artístico teve que tipo de reação?
FLORDELIS – O Marco Antônio passou a freqüentar minha casa e gostar das crianças. Só que ele não acreditava na minha história. Estava me investigando. Até que um dia eu o chamei para ir comigo ao Jacarezinho. Quando subimos, ele começou a ficar assustado, vendo os garotos armados. Tinha um grupo que havia acabado de chegar de um “ganho” muito bom e estava festejando naquela madrugada. Eu fiquei feliz por poder estar ali e orar com eles. Mas era uma turma nova que não me conhecia muito bem. Mesmo assim, me apresentei e comecei a falar de Jesus. Aí chegou o chefe do tráfico, querendo saber o que estava acontecendo e eu disse que era a missionária Flordelis, que queria orar por ele, e que ele precisava mudar sua mentalidade. Ele me respeitou e Marco ficou olhando.
Só que eles estavam indo matar um menino entre 12 e 13 anos e eu vi o garoto, já sem roupa e com as mãozinhas amarradas. Olhei para o chefe, olhei para o menino, e assim ficamos. Até que ele deu ordem para soltar a criança, que ouviu deles que só não tinha morrido por causa da “tia” de Deus. Marco ficou muito emocionado e passou a acreditar em mim.
Aos poucos, ele foi trazendo outros artistas, como a Ana Furtado, a Fernanda Lima, que hoje freqüenta nossa casa e não tinha a menor idéia do que era uma igreja evangélica. Elba Ramalho e a Xuxa também nos visitam.
Acho que o maior impacto deles é ver a transformação de meus filhos. Um deles era gerente do tráfico e está se formando como advogado. Outro trabalha no Detran, outro é seminarista. Para muita gente, é impossível que uma menina que vivia na prostituição tenha hoje uma nova mentalidade. Infelizmente, muitos desses artistas têm uma experiência ruim com o Evangelho. Eles mesmos se sentem discriminados. Quem tem Jesus deveria atrair as pessoas para o Evangelho e não afastá-las.

ENFOQUE – O que você vê de mais problemático na vida das crianças de rua?
FLORDELIS – O maior problema dessa criança não é ela, mas sua família. É por causa dos problemas dentro da família que crianças vão para a rua. Elas não acham a rua legal porque não é. Eu vi isso na prática. Na época, tinha pena das mulheres que eu via na rua. Hoje sei que são apenas uma máquina de fazer filhos. A maioria delas não é mãe de verdade. Elas usam os filhos para ganhar dinheiro e para se dar bem.
Hoje eu atendo a mães da comunidade por meio da igreja a fim de ajudar na educação. Falo com meninas que estão sofrendo abuso sexual dentro de casa, e não são poucas. Vejo que as famílias de hoje não têm nenhum preparo, e nem a igreja prepara crianças e jovens para os dias atuais. Há garotos e garotas que vêm de famílias com problemas de alcoolismo, drogas, violência, separações e vão formar outras famílias também desajustadas. 

ENFOQUE – Você acha que a igreja está preparada para intervir em tudo isso?
flordelis – A igreja tem seus cultos e faz seus trabalhos sociais. Dá cesta básica e alimenta alguns “pobres coitados”, que já são discriminados pela própria igreja, que os trata de forma diferente. Raramente, a gente vê a igreja preocupada em fazer um trabalho focado na criança, para mudar a situação. Muitas vezes, adolescentes e jovens são taxados de rebeldes e, quando somem da igreja, ninguém vai atrás deles. Na verdade, eles acabam sendo um problema que foi embora da igreja, que se viu livre deles. E assim fica difícil melhorar o mundo porque o Governo, a sociedade e a igreja nada fazem. 

ENFOQUE – E como surgiu o filme sobre sua vida?
FLORDELIS – Primeiro fiz umas fotos na favela com um fotógrafo muito famoso chamado Cláudio Capri. Ele foi se envolvendo e se emocionando com tudo e acabou querendo fazer um filme sobre minha vida, junto com o Marco Antônio. Eles queriam mostrar toda a história e chamaram um cineasta, montaram cenário, convidaram apenas oito artistas e também chamaram outros fotógrafos para fazer algo bem simples.
Só que outros artistas iam sabendo das filmagens e também queriam participar. Como a gente não queria deixar ninguém de fora, o elenco foi aumentando. Até a Xuxa, que tinha contrato exclusivo com a Globo, decidiu fazer assim mesmo. Disse que pagava os custos do processo e fez as gravações. Glória Maria, que só faz trabalho para o Fantástico, também fez a narração. E o simples acabou virando um longa com 26 artistas atuando. Todos se ofereceram para participar. O filme está sendo finalizado e deve ser exibido no primeiro trimestre do ano que vem.

ENFOQUE – Você sabe que hoje, depois de tudo o que enfrentou, pode estar passando por um dos maiores riscos de sua vida, que é o perigo da vaidade diante de tanto sucesso?
FLORDELIS – Sei. E eu sempre falo para os meus filhos: se um dia vocês me virem saindo de meu foco, de meu objetivo principal, falem comigo, me acordem, chamem minha atenção. Só que eu sei que Deus fez um milagre na minha vida, que é não me deixar impressionar por coisas que parecem ser muito grandes. Quando estive no programa da Xuxa, muita gente pensou que eu ia ganhar muito dinheiro. Mas eu disse a ela que não estava precisando de nada. Minha intenção é mostrar que tenho um Deus que é grande. E como posso mostrar isso se, logo em seguida, apareço de canequinha na mão, pedindo ajuda? Eu não posso fazer isso porque vou estar tirando a grandeza de Deus.
Se alguém quer fazer algo por mim, vá até a igreja comigo e escute a Palavra de Deus. E não importa se um é gay, o outro é ateu... Jesus ama cada um e morreu na cruz por mim e também por essas pessoas. Jesus é simples, a gente é que complica. Ele tem uma maneira simples de atrair as pessoas. Se a gente deixar Jesus fazer do jeito dEle, a gente ganha muito mais pessoas do que perde.
Infelizmente, tem muita gente de canequinha na mão por aí. Mas se Jesus pode tudo, Ele pode tocar na vida de qualquer um para que ajude nos trabalhos missionários, sem que a gente precise pedir. É ao Espírito Santo que devemos pedir. Eu não preciso da ajuda financeira desses artistas, mas da amizade e do carinho deles. Eles não me ajudam com dinheiro, mas com a imagem que me emprestam. 

ENFOQUE – O que você deseja falar, como mãe, para outras mães que irão ler seu depoimento?
FLORDELIS – No mundo de hoje, vejo as mães muito ocupadas, com necessidade de construir sua independência, o que faz com que elas estejam ausentes na vida dos filhos. Mas, por mais cansada e sem tempo que esteja, uma mulher nunca pode abrir mão de seu papel como mãe.
Aquelas que têm filhos rebeldes, problemáticos, doentes, que nunca desistam deles. Briguem por eles e corram atrás deles porque lá na frente vai valer a pena. Porque não existe ex-filho ou ex-filha. Não adianta pegar uma filha que engravidou, um filho que se tornou gay ou traficante e colocar para fora de casa. Eles não vão deixar de ser seus filhos. Se as mulheres cumprirem bem a sua função como mães, elas vão vencer todos os problemas que dizem respeito aos filhos.
Hoje, depois de muitos anos, eu consegui a adoção de meus filhos. E eles são o meu maior presente nesta vida.