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sábado, 29 de setembro de 2012

Salmo 57 comentado


28/11/2009 às 18:58 | Publicado em Para ler, Salmos comentados | Deixe um comentário
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Este Salmo, que também é um Michtam de David, é o primeiro de uma sequência de três Salmos (Salmo 57, Salmo 58 e Salmo 59), que retratam a perseguição de Shaul à David. Este Salmo em questão refere-se à passagem do capítulo 24 do livro I de Samuel, quando Shaul e milhares de seus homens perseguem a David, com o intuito de matá-lo. David, por sua vez, se refugia em uma caverna e claro, se refugia no Eterno.
Todos os Salmos desta trilogia iniciam com a expressão Al Tash’chet, que significa “Não destruas!”. É uma súplica de David ao Eterno, na qual ele roga ao Pai para que Ele não permita que uma tragédia ocorra, seja para ele ou para Shaul, seu inimigo.
O Salmo 57 deixa claro que, mesmo perseguido e correndo perigo, David traz à tona sua confiança em Deus (versículos 1, 2 e 3). Ele orou ao Eterno para que não o matassem, e para que também ele não viesse a matar Shaul. O resultado de sua fé incessável foi sua libertação, esta realizada da maneira mais prodigiosa.
A grande lição a ser tirada desse Salmo é que mesmo nos momentos de aflição (versículo 4), glorificar o nome do Eterno como fez David no versículo 5, é ter a certeza de que seremos ouvidos e, pela Sua misericórdia, seremos livres do mal. E se tivermos um coração sincero, buscando o caminho de Deus por meio dos ensinamentos da Torá, certamente os planos de nossos inimigos serão frustrados, assim como pode ser visto no versículo 6.
Acredito que não basta clamar e esperar que o Eterno interceda por nós enquanto permanecemos omissos. Se a situação não permite que se tome alguma ação, é preciso manter a tranquilidade e louvar a Deus, conforme está escrito no versículo 7.
Existe um dito popular que fala: “Quem canta, seus males espanta”. Agora, tragamos essa ideia para o plano espiritual: ao louvar a Deus, não só afastamos o mal, mas atraímos a presença do Eterno para nossas vidas.
Cante, toque, bata palmas… enfim: deve-se dar o melhor no louvor para o Eterno. Mas, não considere isso como uma condição para ser ouvido ou atendido, pois pela Sua infinita misericórdia, sairemos sempre vencedores em nossas pelejas (versículo 10). Mas creio que o Altíssimo se agradará de um sacrifício de louvor sincero, com a pretensão única de exaltar e santificar o Seu Santo e Bendito Nome.

Via http://salmodiar.wordpress.com/2009/11/28/salmo-57/

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pergunta: "O que significa entristecer / apagar o Espírito?"

Resposta: Quando a palavra "apagar" é usada nas Escrituras, está falando de suprimir fogo. Quando os crentes embraçam o escudo da fé, como parte da armadura de Deus (Efésios 6:16), eles estão suprimindo o poder dos dardos inflamados de Satanás. Cristo descreveu o inferno como um lugar onde o fogo não seria "apagado" (Marcos 9:44, 46, 48). Do mesmo modo, o Espírito Santo é uma chama que habita dentro de cada Cristão. Ele quer Se expressar através de nossas ações e atitudes. Quando os crentes não permitem que o Espírito seja visto através das suas ações, quando fazemos o que é errado, então suprimimos ou “apagamos” o Espírito. Não permitimos que o Espírito Se revele do que jeito que Ele quer.

Para entendermos o que significa "entristecer" o Espírito, precisamos primeiramente entender que isso é uma característica de alguém que tem personalidade. Só uma pessoa pode ser "entristecida"; portanto, o Espírito tem que ser uma pessoa para poder ter tal emoção. Quando entendemos esse aspecto, podemos entender melhor como Ele é "entristecido", especialmente porque nós também somos entristecidos. Efésios 4:30 nos diz que não devemos "entristecer" o Espírito. Vamos permanecer naquela passagem para entender o que Paulo estava tentando nos dizer. Podemos "entristecer" o Espírito quando andamos como os gentios (4:17-19), quando nos rendemos à nossa natureza pecaminosa (4:22-24), quando mentimos (4:25), quando nos iramos (4:26-27), quando furtamos (4:28), quando usamos linguagem torpe (4:29), quando temos amargura (4:31), quando não perdoamos (4:32), quando cometemos imoralidade sexual (5:3-5). "Entristecer" o Espírito é agir de uma forma pecaminosa, quer seja em pensamento e ação, ou em pensamento apenas.

Tanto "apagar" quanto "entristecer" o Espírito são parecidos quanto aos seus efeitos; os dois atrapalham os crentes de viverem um estilo de vida que agrade a Deus. Os dois acontecem quando o crente peca contra Deus e segue os seus desejos mundanos. A única estrada correta a ser seguida é a estrada que guia o Cristão para mais perto de Deus e pureza, e mais longe do mundo e do pecado. Assim como não gostamos de ser entristecidos, e assim como não procuramos apagar aquilo que é bom – não devemos entristecer ou apagar o Espírito Santo por nos recusarmos a escutar a Sua liderança.


Tens Perguntas? Questões Bíblicas Respondidas.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Isaías 26

Naquele dia se entoará este cântico na terra de Judá: Temos uma cidade forte, a que Deus pôs a salvação por muros e antemuros.
Abri as portas, para que entre nelas a nação justa, que observa a verdade.
Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.
Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR DEUS é uma rocha eterna.
Porque ele abate os que habitam no alto, na cidade elevada; humilha-a, humilha-a até ao chão, e derruba-a até ao pó.
O pé pisá-la-á; os pés dos aflitos, e os passos dos pobres.
O caminho do justo é todo plano; tu retamente pesas o andar do justo.
Também no caminho dos teus juízos, SENHOR, te esperamos; no teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma.
Com minha alma te desejei de noite, e com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.
Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniqüidade, e não atenta para a majestade do SENHOR.
SENHOR, a tua mão está exaltada, mas nem por isso a vêem; vê-la-ão, porém, e confundir-se-ão por causa do zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá os teus adversários.
SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.
O SENHOR Deus nosso, já outros senhores têm tido domínio sobre nós; porém, por ti só, nos lembramos de teu nome.
Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso os visitaste e destruíste, e apagaste toda a sua memória.
Tu, SENHOR, aumentaste a esta nação, tu aumentaste a esta nação, fizeste-te glorioso; alargaste todos os confins da terra.
O SENHOR, na angústia te buscaram; vindo sobre eles a tua correção, derramaram a sua oração secreta.
Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto, e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós diante de ti, ó SENHOR!
Bem concebemos nós e tivemos dores de parto, porém demos à luz o vento; livramento não trouxemos à terra, nem caíram os moradores do mundo.
Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.
Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.
Porque eis que o SENHOR sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seu mortos.
Isaías 26:1-21

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pergunta: "Pode o homem viver sem Deus?"

"Pode o homem viver sem Deus?"

Resposta:
Contrário às afirmações de ateístas, estetas e epicuristas através dos séculos, o homem não pode viver sem Deus. O homem pode ter uma existência mortal sem confessar que Deus existe, mas não sem o fato de Deus.

Como o Criador, Deus deu início à vida humana. Dizer que o homem pode existir sem Deus é dizer que um relógio pode existir sem o relojoeiro, ou que uma história pode existir sem um contador de histórias. Devemos todo o nosso ser a Deus, em Cuja imagem somos feitos (Gênesis 1:27). Nossa existência depende de Deus, quer queiramos aceitar a Sua existência ou não.

Como o Sustentador, Deus continuamente concede a vida (Salmos 104:10-32). Ele é a vida (João 14:6), e toda a criação subsiste pelo poder de Cristo (Colossenses 1:17). Até mesmo aqueles que rejeitam a Deus recebem seu sustento dEle: “Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5:45). Pensar que o homem pode viver sem Deus é achar que um girassol pode viver sem luz ou uma rosa sem água.

Como o Salvador, Deus dá vida eterna àqueles que acreditam no Seu Filho. Vida se encontra em Cristo, o qual é a Luz dos homens (João 1:4). Jesus veio para que possamos ter vida “em abundância” (João 10:10). Todos aqueles que colocam sua confiança nEle são prometidos eternidade com Ele (João 3:15-16). Para o homem viver – realmente viver – ele precisa conhecer a Cristo (João 17:3).

Sem Deus, o homem tem vida física apenas. Deus advertiu a Adão e Eva que no dia que rejeitassem a Deus, eles certamente morreriam (Gênesis 2:17). Como sabemos, eles desobedeceram, mas não morreram fisicamente naquele dia; eles morreram espiritualmente. Algo dentro deles morreu – a vida espiritual que tinham conhecido, a comunhão com Deus, a liberdade de poder gozar da Sua presença, a inocência e pureza de suas almas – tudo isso tinha acabado.

Adão, o qual tinha sido criado para viver em comunhão com Deus, foi amaldiçoado com uma existência completamente carnal. O que Deus queria que fosse de pó à glória, agora iria de pó a pó. Assim como Adão, o homem sem Deus ainda hoje vive em uma existência terrena. Ele pode até parecer muito feliz; já que há muito divertimento e prazer que podem ser desfrutados nessa vida.

Alguns rejeitam a Deus mas ainda vivem vidas de diversão e alegria. Suas ambições carnais aparentam render-lhes uma existência gratificante e tranquila. A Bíblia diz que há um certo gozo que pode ser desfrutado do pecado (Hebreus 11:25). O problema é que tudo isso é temporário; a vida nesse mundo é curta (Salmos 90:3-12). Mais cedo ou mais tarde, o hedonista, assim como o filho pródigo da parábola, percebe que os prazeres desse mundo não sustentam sua alma (Lucas 15:13-15).

No entanto,nem todo mundo que rejeita a Deus é um desperdiçador como o filho pródigo. Há várias pessoas que não são salvas, mas vivem uma vida sóbria e disciplinada – até mesmo vidas gratificantes e felizes. A Bíblia apresenta certos princípios morais que vão beneficiar qualquer um desse mundo – fidelidade, modéstia, auto-controle,etc. Provérbios 22:3 é um exemplo de uma dessas verdades gerais. No entanto, o problema é que, sem Deus, o homem tem apenas esse mundo. Viver uma vida sem problemas não é nenhuma garantia de que estamos prontos para a próxima vida. Veja a parábola do fazendeiro rico em Lucas 12:16-21, e a conversa de Jesus com o jovem homem rico (e muito moral) em Mateus 19:16-23.

Sem Deus, o homem não encontra realização verdadeira, nem mesmo nessa vida mortal. Thomas Merton observou que o homem não tem paz com outros homens porque não está em paz consigo mesmo, e ele não tem paz consigo mesmo porque ele não tem paz com Deus.

A busca dos prazeres só por ter prazer é um sinal de tumulto interior, uma ilusão de felicidade do epicurista. Aqueles que procuram por prazer têm descoberto várias vezes, durante o curso da história, que as diversões temporárias da vida trazem desespero mais profundo. Aquele sentimento irritante de “algo está errado” é difícil de combater. O Rei Salomão se entregou a uma busca de tudo que esse mundo tem a oferecer, e registrou seus descobrimentos no livro de Eclesiastes.

Salomão descobriu que conhecimento, por si só, é fútil (Eclesiastes 1:12-18). Ele descobriu que prazer e riquezas são fúteis (2:1-11), que materialismo é uma tolice (2:12-23), e que riquezas são passageiras (capítulo 6).

Salomão conclui que a vida é um presente de Deus (3:12-13) e que a única forma sábia de viver é temendo a Deus: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (12:13-14).

Em outras palavras, há mais para essa vida do que a dimensão física. Jesus enfatiza isso quando diz: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4). Não o pão (o físico), mas a Palavra de Deus (o espiritual) é o que nos mantém vivos. Blaise Pascal disse: “É em vão, oh homens, que procurais dentro de si mesmos a cura para todas as suas misérias.” O homem só pode achar vida e realização quando Ele reconhece a existência de Deus.

Sem Deus, o destino do homem é a morte. O homem sem Deus é espiritualmente morto; quando sua vida física acabar, ele tem que encarar morte espiritual – separação eterna de Deus. Na narrativa de Jesus sobre o homem rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), o homem rico vive uma suntuosa vida de tranquilidade sem um pensamento de Deus, enquanto Lázaro sofre por sua vida mas conhece a Deus. É após suas mortes que os dois homens realmente compreendem a gravidade das escolhas que fizeram durante a vida. O homem rico “ergueu os olhos”, estando no tormento do inferno. Ele percebeu, já tarde, que há mais nessa vida dos que olhos podem enxergar. Enquanto isso, Lázaro é confortado no paraíso. Para ambos os homens, a duração curta da sua existência terrena não foi nada em comparação ao estado permanente de suas almas.

O homem é uma criação especial. Deus tem colocado uma consciência de eternidade nos nossos corações (Eclesiastes 3:11), e esse sentido de destino eterno pode achar sua realização apenas em Deus.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A esperança em meio à tragédia

Por Daniel Simoncelos em 15 de agosto de 2012
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A esperança em meio à tragédiaJeremias estava profundamente triste. Diante dele a ruína de um Israel que havia se afastado de Deus e colhido as consequências de sua desobediência. Jeremias havia exortado aquele povo a se voltar ao Senhor por muitas vezes.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelEm Jeremias 25:3 temos:
Durante vinte e três anos a palavra do Senhor tem vindo a mim, desde o décimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje. E eu a tenho anunciado a vocês, dia após dia, mas vocês não me deram ouvidos.
Jeremias 25:3

Jeremias em profunda agonia, ao ver as ruínas do povo de Israel, se lembra de quem era o Senhor a quem ele servia. E agora suas palavras de lamento se transformam em um reconhecimento do grande amor de Deus:
Mesmo frente a todas as dificuldades e desastres que estão diante de mim, lembro-me daquilo que me traz esperança:
O grande amor de Deus, e o seu favor imerecido para conosco, são a causa de nós não esmorecermos diante das dificuldades, porque a cada novo dia, Deus continua nos amando e tendo misericórdia de nós, seu amor para conosco é infinito.
(Releitura de Lamentações 3:21-23 por mim)

Jeremias perseverava em servir ao Senhor e em pregar por 23 anos desde a madrugada até a noite, porque antes, ele sabia que o Senhor perseverava em amá-lo, em ter misericórdia dele, em não deixar que ele esmorecesse.

Mesmo diante das dificuldades da vida, sabemos que Deus está no controle e pode restaurar a nossa sorte!

sábado, 4 de agosto de 2012

Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal.

Salmos 41


[Salmo de Davi para o músico-mor] Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal.
O SENHOR o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.
O SENHOR o sustentará no leito da enfermidade; tu o restaurarás da sua cama de doença.
Dizia eu: SENHOR, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti.
Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome?
E, se algum deles vem ver-me, fala coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; saindo para fora, é disso que fala.
Todos os que me odeiam murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo:
Uma doença má se lhe tem apegado; e agora que está deitado, não se levantará mais.
Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.
Porém tu, SENHOR, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago.
Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim.
Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade, e me puseste diante da tua face para sempre.
Bendito seja o SENHOR Deus de Israel de século em século. Amém e Amém.


domingo, 29 de julho de 2012

Julgamento de Paulo...


A audiência perante Félix

1 Cinco dias depois o sumo sacerdote Ananias desceu com alguns anciãos e um certo Tertulo, orador, os quais fizeram, perante o governador, queixa contra Paulo.
2 Sendo este chamado, Tertulo começou a acusá-lo, dizendo: Visto que por ti gozamos de muita paz e por tua providência são continuamente feitas reformas nesta nação,
3 em tudo e em todo lugar reconhecemo-lo com toda a gratidão, ó excelentíssimo Félix.
4 Mas, para que não te detenha muito rogo-te que, conforme a tua eqüidade, nos ouças por um momento.
5 Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e chefe da seita dos nazarenos;
6 o qual tentou profanar o templo; e nós o prendemos, [e conforme a nossa lei o quisemos julgar.
7 Mas sobrevindo o comandante Lísias no-lo tirou dentre as mãos com grande violência, mandando aos acusadores que viessem a ti.]
8 e tu mesmo, examinando-o, poderás certificar-te de tudo aquilo de que nós o acusamos.
9 Os judeus também concordam na acusação, afirmando que estas coisas eram assim.
10 Paulo, tendo-lhe o governador feito sinal que falasse, respondeu: Porquanto sei que há muitos anos és juiz sobre esta nação, com bom ânimo faço a minha defesa,
11 pois bem podes verificar que não há mais de doze dias subi a Jerusalém para adorar,
12 e que não me acharam no templo discutindo com alguém nem amotinando o povo, quer nas sinagogas quer na cidade.
13 Nem te podem provar as coisas de que agora me acusam.
14 Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas,
15 tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição tanto dos justos como dos injustos.
16 Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens.
17 Vários anos depois vim trazer à minha nação esmolas e fazer oferendas;
18 e ocupado nestas coisas me acharam já santificado no templo não em ajuntamento, nem com tumulto, alguns judeus da Ásia,
19 os quais deviam comparecer diante de ti e acusar-me se tivessem alguma coisa contra mim;
20 ou estes mesmos digam que iniquidade acharam, quando compareci perante o sinédrio,
21 a não ser acerca desta única palavra que, estando no meio deles, bradei: Por causa da ressurreição dos mortos é que hoje estou sendo julgado por vós.
22 Félix, porém, que era bem informado a respeito do Caminho, adiou a questão, dizendo: Quando o comandante Lísias tiver descido, então tomarei inteiro conhecimento da vossa causa.
23 E ordenou ao centurião que Paulo ficasse detido, mas fosse tratado com brandura e que a nenhum dos seus proibisse servi-lo.
24 Alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e ouviu-o acerca da fé em Cristo Jesus.
25 E discorrendo ele sobre a justiça, o domínio próprio e o juízo vindouro, Félix ficou atemorizado e respondeu: Por ora vai-te, e quando tiver ocasião favorável, eu te chamarei.
26 Esperava ao mesmo tempo que Paulo lhe desse dinheiro, pelo que o mandava chamar mais freqüentemente e conversava com ele.
27 Mas passados dois anos, teve Félix por sucessor a Pórcio Festo; e querendo Félix agradar aos judeus, deixou a Paulo preso.

Paulo perante Festo

1 Tendo, pois, entrado Festo na província, depois de três dias subiu de Cesaréia a Jerusalém.
2 E os principais sacerdotes e os mais eminentes judeus fizeram-lhe queixa contra Paulo e, em detrimento deste,
3 lhe rogavam o favor de o mandar a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho.
4 Mas Festo respondeu que Paulo estava detido em Cesaréia, e que ele mesmo brevemente partiria para lá.
5 Portanto - disse ele - as autoridades dentre vós desçam comigo e, se há nesse homem algum crime, acusem-no.
6 Tendo-se demorado entre eles não mais de oito ou dez dias, desceu a Cesaréia; e no dia seguinte, sentando-se no tribunal, mandou trazer Paulo.
7 Tendo ele comparecido, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra ele muitas e graves acusações, que não podiam provar.
8 Paulo, porém, respondeu em sua defesa: Nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César, tenho pecado em coisa alguma.
9 Todavia Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres subir a Jerusalém e ali ser julgado perante mim acerca destas coisas?
10 Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde devo ser julgado; nenhum mal fiz aos judeus, como muito bem sabes.
11 Se, pois, sou malfeitor e tenho cometido alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César.
12 Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César; para César irás.

Festo aconselha-se com o rei Agripa

13 Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia em visita de saudação a Festo.
14 E, como se demorassem ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: Há aqui certo homem que foi deixado preso por Félix,
15 a respeito do qual, quando estive em Jerusalém, os principais sacerdotes e os anciãos dos judeus me fizeram queixas, pedindo sentença contra ele;
16 aos quais respondi que não é costume dos romanos condenar homem algum sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação.
17 Quando então eles se haviam reunido aqui, sem me demorar, no dia seguinte sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem;
18 contra o qual os acusadores, levantando-se, não apresentaram acusação alguma das coisas perversas que eu suspeitava;
19 tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua religião e de um tal Jesus defunto, que Paulo afirmava estar vivo.
20 E, estando eu perplexo quanto ao modo de investigar estas coisas, perguntei se não queria ir a Jerusalém e ali ser julgado no tocante às mesmas.
21 Mas apelando Paulo para que fosse reservado ao julgamento do imperador, mandei que fosse detido até que o enviasse a César.
22 Então Agripa disse a Festo: Eu bem quisera ouvir esse homem. Respondeu-lhe ele: Amanhã o ouvirás.

Paulo perante Agripa

23 No dia seguinte vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os chefes militares e homens principais da cidade; então, por ordem de Festo, Paulo foi trazido.
24 Disse Festo: Rei Agripa e vós todos que estais presentes conosco, vedes este homem por causa de quem toda a multidão dos judeus, tanto em Jerusalém como aqui, recorreu a mim, clamando que não convinha que ele vivesse mais.
25 Eu, porém, achei que ele não havia praticado coisa alguma digna de morte; mas havendo ele apelado para o imperador, resolvi remeter-lho.
26 Do qual não tenho coisa certa que escreva a meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de feito o interrogatório, tenha eu alguma coisa que escrever.
27 Porque não me parece razoável enviar um preso, e não notificar as acusações que há contra ele.
1 Depois Agripa disse a Paulo: É-te permitido fazer a tua defesa. Então Paulo, estendendo a mão, começou a sua defesa:
2 Sinto-me feliz, ó rei Agripa, em poder defender-me hoje perante ti de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;
3 mormente porque és versado em todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência.
4 A minha vida, pois, desde a mocidade, o que tem sido sempre entre o meu povo e em Jerusalém, sabem-na todos os judeus,
5 pois me conhecem desde o princípio e, se quiserem, podem dar testemunho de que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu.
6 E agora estou aqui para ser julgado por causa da esperança da promessa feita por Deus a nossos pais,
7 a qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente noite e dia, esperam alcançar; é por causa desta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus.
8 Por que é que se julga entre vós incrível que Deus ressuscite os mortos?
9 Eu, na verdade, cuidara que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno;
10 o que, com efeito, fiz em Jerusalém. Pois havendo recebido autoridade dos principais dos sacerdotes, não somente encerrei muitos dos santos em prisões, como também dei o meu voto contra eles quando os matavam.
11 E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, obrigava-os a blasfemar; e enfurecido cada vez mais contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras.
12 Indo com este encargo a Damasco, munido de poder e comissão dos principais sacerdotes,
13 ao meio-dia, ó rei vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, resplandecendo em torno de mim e dos que iam comigo.
14 E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebráica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.
15 Disse eu: Quem és, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;
16 mas levanta-te e põe-te em pé; pois para isto te apareci, para te fazer ministro e testemunha tanto das coisas em que me tens visto como daquelas em que te hei de aparecer;
17 livrando-te deste povo e dos gentios, aos quais te envio,
18 para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim.
19 Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial,
20 antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco, e depois em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia e também aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.
21 Por causa disto os judeus me prenderam no templo e procuravam matar-me.
22 Tendo, pois, alcançado socorro da parte de Deus, ainda até o dia de hoje permaneço, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada senão o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer;
23 isto é, como o Cristo devia padecer, e como seria ele o primeiro que, pela ressurreiçao dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e também aos gentios.
24 Fazendo ele deste modo a sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar.
25 Mas Paulo disse: Não deliro, ó excelentíssimo Festo, antes digo palavras de verdade e de perfeito juízo.
26 Porque o rei, diante de quem falo com liberdade, sabe destas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto.
27 Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Sei que crês.
28 Disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a fazer-me cristão.
29 Respondeu Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me ouvem, se tornassem tais qual eu sou, menos estas cadeias.
30 E levantou-se o rei, e o governador, e Berenice, e os que com eles estavam sentados,
31 e retirando-se falavam uns com os outros, dizendo: Este homem não fez nada digno de morte ou prisão.
32 Então Agripa disse a Festo: Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César.


sábado, 28 de julho de 2012

"As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos"


As misericórdias do SENHOR -

 “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;” (Lamentações 3:22)
"

Razões para se Esperar no Senhor

Texto: Lamentações 3.22-26
Introdução
> Pensar em alguma situação recente (concreta) onde tenha havido sofrimento profundo e refletir no que as vítimas de tal sofrimento poderiam fazer diante da dor que lhes cercou!
> O profeta Jeremias viu com seus próprios olhos a destruição da cidade de Jerusalém e o sofrimento do povo. Ele pessoalmente estava sofrendo muito (Lm 3.1-20). O que fazer em uma situação como esta?
> Você já passou por momentos de turbulências em sua vida? Momentos de tribulação e grande angústia? Talvez você esteja passando por momentos terríveis! O que fazer em momentos tão difíceis, quando as estrelas parecem ter parado de brilhar?
Transição
> Esperar no Senhor é a melhor coisa a fazer em todos os momentos de nossas vidas, principalmente nos momentos de tribulação (Esperar no sentido de confiar, de se entregar aos Seus cuidados e descansar nEle)
> O texto nos mostra algumas razões que provam que esperar no Senhor sempre é o melhor a fazer.
I.) O Senhor é Misericordioso – v. 22,23a
> A palavra “misericórdia” aqui, significa “grande amor”. Ver Salmo 103.8-18.
> As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos – v. 22 a
- Se não fosse pelas misericórdias de Deus, pelo seu grande amor, há muito já teríamos sido consumidos! Se você ainda está vivo e de pé e ainda não sucumbiu diante das tribulações que te cercam, é porque o grande amor (as misericórdias) de Deus te tem sustentado!
> As misericórdias do Senhor não têm fim – v. 22 b
- São inesgotáveis. As misericórdias do Senhor são uma fonte inesgotável de graça divina!
> As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã – v. 23 a
- Assim como cada novo dia traz novas esperanças, novas forças, novas tarefas, novos desafios, etc, assim também as misericórdias de Deus se renovam a cada novo dia!
- É como se Deus nos desse uma nova oportunidade a cada manhã, uma nova oportunidade de recomeçar, de acertar, de ser feliz, de agradar a Deus, etc.
II.) O Senhor é Fiel – v. 23 b
> Como diz o v. 23, a fidelidade do Senhor é muito grande!
> Ver Dt 7.9; 1 Rs 8.56; Sl 36.5; 2 Tm 2.13.
III.) O Senhor é a Nossa Porção – v. 24
> Ele é a nossa herança; “… Deus é tudo o que tenho …” (NTLH)
> Ver Sl 16.5; 73.26; 119.57; 142.5.
IV.) O Senhor é Bom – v. 25
> Em um certo sentido, a bondade de Deus está sobre todos – Mt 5.45.
> Todavia, para quem o Senhor é especialmente bom, bondoso?
- Para os que esperam por Ele (confiam nEle, e não em outros e nem em si mesmos);
- Para a alma que o busca (que busca ao Senhor ao invés de estar à busca dos prazeres transitórios desta vida, à busca apenas de se auto-satisfazer).
> Você tem esperado no Senhor? Você o tem buscado? Se nossa resposta for positiva, o Senhor certamente será especialmente bom para conosco!
V.) O Senhor é o Nosso Salvador – v. 26
> O Senhor é aquele que nos salva de nossas tribulações, de nossas angústias, de nossos anseios. Salvação aqui é no sentido de ajuda!
> “O melhor é ter esperança e aguardar em silêncio a ajuda do SENHOR” (NTLH).
> Todavia, este verso nos ensina duas lições quanto à salvação (ajuda) do Senhor:
- A salvação do Senhor deve ser aguardada, esperada – “… é bom esperar … pela salvação …” (NVI) Isso significa que a salvação, a ajuda do Senhor não acontece na hora em que nós queremos, mas na hora que Ele quiser. Ele sempre sabe o momento e a hora certa de agir!
- A salvação do Senhor deve ser aguardada em silêncio – “… é bom esperar tranqüilo pela salvação do Senhor…” (NVI). Falar, reclamar, murmurar, questionar demais pode atrapalhar ou até mesmo impedir a ação de Deus!
> Ver Sl 131.2; Pv 10.19; 17.27,28
> Você tem aguardado, esperado o Senhor te trazer a salvação que você tanto necessita? Você tem aguardado, esperado em silêncio? Ou está falando demais, agitado demais? Sua vida tem sido uma vida de quietude e calmaria, ou uma vida de agitação e tumulto?
> Lembremo-nos das palavras de Moisés ao povo de Israel (Ex 14.13,14) e das benditas Palavra do Senhor ao seu povo (Sl 46.1-3,7-11)!
Pr. Ronaldo Guedes Beserra




sábado, 21 de julho de 2012

"Preocupar-se" na Bíblia


Não te enfades por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade. Pois em breve murcharão como a relva, e secarão como a erva verde. Confia no Senhor e faze o bem; assim habitarás na terra, e te alimentarás em segurança. Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele; não te enfades por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa maus desígnios. Deixa a ira, e abandona o furor; não te enfades, pois isso só leva à prática do mal.
Salmos 37:1-8
Não te aflijas por causa dos malfeitores; nem tenhas inveja dos ímpios;
Provérbios 24:19
Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.
Isaías 26:3
E disse aos seus discípulos: Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir. Pois a vida é mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário. Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; não têm despensa nem celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais não valeis vós do que as aves! Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Porquanto, se não podeis fazer nem as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? Considerai os lírios, como crescem; não trabalham, nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se, pois, Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós, homens de pouca fé? Não procureis, pois, o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, e não andeis preocupados. Porque a todas estas coisas os povos do mundo procuram; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.
Lucas 12:22-31
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
João 14:1-3
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
João 14:27

quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Mulheres pastoras ou pregadoras? O que a Bíblia diz sobre as mulheres no ministério?"

"Mulheres pastoras ou pregadoras? O que a Bíblia diz sobre as mulheres no ministério?"

Resposta: 
Talvez não haja assunto mais debatido nas igrejas hoje do que a questão das mulheres servindo como pastoras e pregadoras no ministério. Por este motivo, é muito importante que não se veja esta questão como uma competição entre homens e mulheres. Há mulheres que acreditam que mulheres não devam servir como pastoras e que a Bíblia coloque restrições ao ministério das mulheres - e há homens que creem que as mulheres possam servir como pregadoras e que não haja restrições quanto à atuação das mulheres no ministério. Esta não é uma questão de machismo ou discriminação. É uma questão de interpretação bíblica.

A Palavra de Deus proclama: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (I Timóteo 2:11-12). Na igreja, Deus designa papéis diferentes a homens e mulheres. Isto é resultado da forma como a humanidade foi criada (I Timóteo 2:13) e da forma pela qual o pecado entrou no mundo (II Timóteo 2:14). Deus, através do Apóstolo Paulo, restringe as mulheres de exercerem papéis de ensino e/ou autoridade espiritual sobre os homens. Isto impede as mulheres de servirem como pastoras, o que definitivamente inclui pregar, ensinar e ter autoridade espiritual sobre os homens.

Há muitas “objeções” a esta visão de mulheres no ministério. Uma objeção comum é que Paulo restringe as mulheres de ensinar porque, no primeiro século, as mulheres tipicamente não possuíam uma educação formal. Entretanto, I Timóteo 2:11-14 em nenhum momento menciona a posição acadêmica. Se a educação formal constituísse uma qualificação para o ministério, a maioria dos discípulos de Jesus provavelmente não teria sido qualificada. Uma segunda objeção comum é que Paulo restringiu apenas as mulheres de Éfeso de poderem ensinar (I Timóteo foi escrito a Timóteo, o qual era pastor da igreja em Éfeso). A cidade de Éfeso era conhecida por seu templo a Ártemis, a falsa deusa greco-romana. As mulheres eram a autoridade na adoração a Ártemis. Entretanto, o livro de I Timóteo em momento algum menciona Ártemis, tampouco Paulo menciona a adoração a Ártemis como razão para as restrições em I Timóteo 2:11-12.

Uma terceira objeção comum é que Paulo estivesse se referindo apenas a maridos e esposas, não a homens e mulheres em geral. As palavras gregas em I Timóteo 2:11-14 poderiam se referir a maridos e esposas, entretanto, o significado básico das palavras se refere a homem e mulher. Além disso, as mesmas palavras gregas são usadas nos versículos 8-10. Apenas os maridos devem levantar as mãos santas em oração sem iras ou contendas (verso 8)? Somente as esposas devem se vestir com recato, com boas obras e adoração a Deus (versos 9-10)? Claro que não! Os versículos 8-10 se referem claramente a homens e mulheres em geral, não apenas a maridos e esposas. Não há nada no contexto que possa indicar uma mudança para maridos e esposas nos versos 11-14.

Mais uma objeção frequente a esta interpretação sobre mulheres no ministério é em relação a mulheres que ocupavam posições de liderança na Bíblia, principalmente Miriã, Débora e Hulda no Antigo Testamento. Esta objeção falha em perceber alguns fatores relevantes. Primeiro, Débora era a única juíza entre 13 juízes homens. Hulda era a única profeta mulher entre dúzias de profetas homens mencionados na Bíblia. A única ligação de Miriã com a liderança era por ser irmã de Moisés e Arão. As duas mulheres mais importantes do tempo dos reis foram Atalia e Jezabel – péssimos exemplos de boa liderança feminina. Mais importante ainda, porém, a autoridade das mulheres no Antigo Testamento não é relevante para a questão. O livro de 1 Timóteo e as Epístolas Pastorais apresentam um novo paradigma para a igreja - o corpo de Cristo - e esse paradigma envolve a estrutura de autoridade para a igreja, não para a nação de Israel ou de qualquer outra entidade do Antigo Testamento.

Argumentos semelhantes são feitos usando Priscila e Febe no Novo Testamento. Em Atos 18, Priscila e Áquila são apresentados como ministros fiéis de Cristo. O nome de Priscila é mencionado primeiro, talvez indicando que fosse mais "importante" no ministério do que o seu marido. No entanto, Priscila em nenhum lugar é mencionada como participando de uma atividade ministerial que estivesse em contradição com 1 Timóteo 2:11-14. Priscila e Áquila trouxeram Apolo à sua casa e o discipularam, explicando-lhe a Palavra de Deus com mais precisão (Atos 18:26).

Em Romanos 16:1, mesmo que Febe seja considerada uma “diaconisa” ao invés de “serva”, isto não indica que fosse uma mestra na igreja. “Apto a ensinar” é dado como uma qualificação aos presbíteros, mas não aos diáconos (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:6-9). Os anciãos/bispos/diáconos são descritos como “maridos de uma só esposa”, “um homem cujos filhos creem” e “homem digno de respeito”. É bem claro que essas qualificações se referem a homens. Além disso, em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1:6-9, apenas pronomes masculinos são usados para se referir a anciãos/bispos/diáconos.

A estrutura de I Timóteo 2:11-14 torna a “razão” perfeitamente clara. O verso 13 inicia com “porque” e dá o “motivo” do que Paulo afirmou nos versos 11-12. Por que não devem as mulheres ensinar ou ter autoridade sobre os homens? Porque “primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” Este é o motivo. Deus criou Adão primeiro, e depois criou Eva para ser uma “auxiliadora” de Adão. Esta ordem da Criação tem aplicação universal na família (Efésios 5:22-33) e na igreja. O fato de Eva ter sido enganada também é dado como razão para as mulheres não poderem servir como pastoras ou ter autoridade espiritual sobre os homens. Isto leva alguns a crerem que as mulheres não devam ensinar por serem mais facilmente enganadas. Este conceito é discutível, mas se as mulheres forem mais facilmente enganadas, por que deixar que ensinassem crianças (que são facilmente enganadas) e outras mulheres (que supostamente são mais facilmente enganadas)? Não é isso o que diz o texto. As mulheres não devem ensinar ou ter autoridade espiritual sobre os homens porque Eva foi enganada. Como resultado, Deus deu aos homens a autoridade primária de ensinar na igreja.

As mulheres são excelentes em dons de hospitalidade, misericórdia, ensino e ajuda. Muito do ministério da igreja depende das mulheres. As mulheres na igreja não são restritas do ministério de orar em público ou profetizar (I Coríntios 11:5), apenas de exercerem autoridade de ensino espiritual sobre os homens. A Bíblia em nenhum lugar faz restrições quanto a mulheres exercendo os dons do Espírito Santo (I Coríntios 12). As mulheres, assim como os homens, são chamadas a ministrar aos outros, a demonstrar o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e a proclamar o Evangelho aos perdidos (Mateus 28:18-20; Atos 1:8; I Pedro 3:15).

Deus ordenou que somente homens servissem em posições de autoridade de ensino espiritual na igreja. Isto não é porque os homens sejam necessariamente melhores professores ou porque as mulheres sejam inferiores ou menos inteligentes (o que não é o caso). É simplesmente a maneira que Deus designou para o funcionamento da igreja. Os homens devem dar o exemplo na liderança espiritual – em suas vidas e através de suas palavras. As mulheres devem ter um papel de menos autoridade. As mulheres são encorajadas a ensinar a outras mulheres (Tito 2:3-5). A Bíblia também não restringe as mulheres de ensinarem crianças. A única atividade que as mulheres são impedidas de fazer é ensinar ou ter autoridade espiritual sobre homens. Isto logicamente inclui mulheres servindo como pastoras e pregadoras. Isto não faz, de jeito algum, com que as mulheres sejam menos importantes, mas, ao invés, dá a elas um foco ministerial mais de acordo com o dom que lhes foi dado por Deus.

http://www.gotquestions.org/Portugues/mulheres-pastoras.html