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segunda-feira, 5 de novembro de 2012


 

O evangelho do ímpio



Quando uma pessoa, sem Deus, é questionada sobre o que ela mais deseja na vida, via de regra, a sua resposta é: Eu quero muita “felicidade”, “saúde” e “dinheiro no bolso”.



É o “evangelho do ímpio”. Esse evangelho está sendo pregado nas igrejas e pelos tele evangelistas (evangelistas de TV).



Você me questionará: mas o que tem de errado nisso? Deus quer o nosso bem oras! Eu vou lhe responder: tem TUDO de errado nesse evangelho.




Veja porque está errado:


Acreditem!!!



Em seus ensinamentos Jesus nunca priorizou a felicidade aqui na terra e sim a PAZ. Uma pessoa pode ter tudo na terra e não ter paz.



Ele prometeu que a felicidade do crente COMEÇA na terra e será plenamente realizada no céu. (Marcos 10:28).

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá . . . (João 14:27a).



Quando O SENHOR fala sobre felicidade Ele usa as “bem-aventuranças” (Mt 5:3-11) que vem do termo grego “makarios” ou do aramaico “ashrei”. Como Jesus pregava em aramaico “ashrei” significa algo que começa a ser conquistado aqui na terra e só pode ser plenamente realizado lá no céu.



Paulo entendeu isto perfeitamente e orientou aos santos:
. . . ; porque neste caso o irmão, ou irmã, não esta sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz. (1Co 7:15b)



O descrente pode ser rico, o crente também. O descrente morre de acidente de avião, o crente também. Entretanto, o descrente não tem a certeza da sua salvação, o crente tem. Isto é viver em paz.



Havia situações em que Jesus curava alguém a tornando feliz, ainda assim Ele abençoava a pessoa dando-lhe a paz (Mc 5:34), pois sem a Sua paz a cura nada significava porque o tormento na alma da pessoa continuaria. Cura sem paz não é cura. É a saúde que todos necessitam.



Mesmo pregando a paz, o SENHOR mostrou que a paz que estabelecemos em nossos corações é um risco se comparada a Paz que Ele nos dá.
Aquele que amar mais a seu pai e sua mãe do que a mim não é digno de mim (Mt 10:34).



O COMPROMISSO EMOCIONAL que une famílias e amigos traz uma paz efêmera à vida das pessoas. Este compromisso emocional deve ser desfeito para priorizar o amor de Cristo em nossas vidas. Isto é a dissensão; ou seja, a divisão nos corações. Esta divisão é feita pela Espada que é a Palavra de Deus (Mc 10:34).



O que estou tentando dizer é que o Evangelho que estão pregando hoje é uma coisa do tipo: parece que é, mas não é Evangelho.



Estão ensinando a igreja a buscar a vida aqui na terra e perder a vida eterna. O SENHOR disse:
Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á. (Mateus 10:39).




Pr. Ronaldo Cunha


Marcos 9:50 - Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Coloque tudo nas mãos certas!

Assunto: Coloque tudo nas mãos certas!
Data: Wed, 4 Jul 2012 23:54:02 +0000

























































































































































"Uma bola de Basquete
em minhas mãos custa cerca de R$ 50,00.

Uma bola de Basket nas mãos do Michael Jordan custaria cerca de R$
5.000,00. Só depende das mãos que a seguram.







Uma raquete de tênis não tem
valor algum em minhas mãos.

Uma raquete de tênis nas mãos do Rafael Nadal valeria muitos milhares de
reais. Só depende das mãos que a seguram.









Uma vara em minhas mãos
serviria apenas para afugentar um cão viralata.

Uma vara nas mãos de Moises abriu um caminho seguro no mar vermelho.

Só depende das mãos que a seguram.













Um estilingue em
minhas mãos seria somente um brinquedo de criança.



Um estilingue nas mãos de Davi se tornou
uma poderosa arma, capaz de derrubar gigantes.

Só depende das mãos que a seguram.







Dois peixes e cinco fatias de
pão em minhas mãos serviriam para fazer um lanchinho. Dois peixes e cinco
fatias de pão nas mãos do nosso Senhor Jesus Cristo, foram
multiplicados e alimentaram milhares de pessoas.

Só depende das mãos que os seguram.











Pregos em minhas mãos
serviriam para pendurar quadros na parede.

Pregos nas mãos de Jesus Cristo serviram para trazer a salvação para
o mundo inteiro.

Só depende das mãos que os seguram.















Como podes ver agora, só
depende das mãos que seguram.

Por isso ponha suas ansiedades, suas preocupações, seus temores, seus
alvos, seus sonhos, sua familia e seu relacionamento (casamento, namoro,
amizade...) nas mãos de Deus, porque...

Só depende das mãos que seguram e asseguram.



Jesus disse: Se creres em Mim como diz as
Escritura, do seu interior fluirão rios de aguas vivas.



Esta mensagem agora encontra-se em suas suas mãos.

Qual o destino que Tu lhe
darás?



Só depende das mãos em que ela se encontra!

(Deus abençoe sua vida!
Entregue-a nas mãos certas!)"

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Por que orar?

Pergunta: "Por que orar? Qual o sentido em orar se Deus conhece o futuro e já está no controle de todas as coisas? Se não podemos mudar a opinião de Deus, por que devemos orar?"

Resposta:
Por que orar? Por que orar se Deus já está no perfeito controle de tudo? Por que orar se Deus sabe o que vamos pedir antes que o façamos?

(1) A oração é uma forma de servirmos a Deus (Lucas 2:36-38). Oramos porque Deus nos ordena que o façamos (Filipenses 4:6-7).

(2) A oração é exemplificada para nós por Cristo e a igreja primitiva (Marcos 1:35; Atos 1:14; 2:42; 3:1; 4:23-31; 6:4; 13:1-3). Se Jesus achava que valia a pena orar, também devemos achar.

(3) Deus determinou a oração como meio para que pudéssemos obter Suas soluções em inúmeras situações:

a) Preparação para grandes decisões (Lucas 6:12-13)
b) Derrubar barreiras demoníacas na vida das pessoas (Mateus 17:14-21)
c) Ajuntamento de obreiros para a colheita espiritual (Lucas 10:2)
d) Obtenção de forças para vencer a tentação (Mateus 26:41)
e) Um meio de fortalecer a outros espiritualmente (Efésios 6:18-19)

(4) Temos a promessa de Deus que nossas orações não são em vão, mesmo se não recebemos especificamente o que pedimos (Mateus 6:6; Romanos 8:26-27).

(5) Ele prometeu que quando pedirmos por coisas que estejam de acordo com Sua vontade, Ele nos dará o que pedirmos (I João 5:14-15).

Às vezes Ele atrasa Sua resposta de acordo com Sua sabedoria e para o nosso benefício. Nestas situações, devemos ser perseverantes e persistentes em oração (Mateus 7:7; Lucas 18:1-8). A oração não deve ser vista como nosso meio de obter que Deus faça nossa vontade na terra, mas como um meio de obter a vontade de Deus feita na terra. A sabedoria de Deus, em muito, excede a nossa.

Em situações para as quais não sabemos especificamente qual a vontade de Deus, a oração é o meio de discerni-la. Se Pedro não tivesse pedido a Jesus para chamá-lo para fora do barco até a água, teria perdido tal experiência (Mateus 14:28-29). Se a mulher síria cuja filha estava influenciada pelo demônio não tivesse orado a Cristo, sua filha não teria sido restabelecida (Marcos 7:26-30). Se o homem cego fora de Jericó não tivesse clamado a Cristo, ele teria continuado cego (Lucas 18:35-43). Deus disse que muitas vezes não recebemos porque não pedimos (Tiago 4:2). Em um sentido, a oração é como compartilhar o evangelho com as pessoas. Não sabemos quem responderá à mensagem do evangelho até que o preguemos. O mesmo ocorre com a oração: nunca veremos os resultados de uma oração respondida até que oremos.

A falta de oração demonstra a falta de fé e a falta de confiança na Palavra de Deus. Nós oramos para demonstrar nossa fé em Deus, que Ele fará assim como prometeu em Sua Palavra, e que abençoará nossas vidas abundantemente mais do que podemos pedir ou esperar (Efésios 3:20). A oração é nosso primeiro meio de ver a obra de Deus na vida de outros. Por ser nosso meio de nos “ligarmos” ao poder de Deus como se nos ligássemos em uma tomada, é nosso meio de derrotar nosso inimigo e seu exército (Satanás e seu exército) que, por nós mesmos, não teríamos forças para vencer. Por isto, que Deus nos encontre sempre perante Seu trono, pois temos um Sumo Sacerdote no céu que pode se identificar com tudo o que passamos (Hebreus 4:15-16). Temos Sua promessa de que “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16-18). Que Deus possa glorificar Seu nome em nossas vidas conforme creiamos Nele de forma suficiente para que venhamos sempre a Ele em oração.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A esperança em meio à tragédia

Por Daniel Simoncelos em 15 de agosto de 2012
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A esperança em meio à tragédiaJeremias estava profundamente triste. Diante dele a ruína de um Israel que havia se afastado de Deus e colhido as consequências de sua desobediência. Jeremias havia exortado aquele povo a se voltar ao Senhor por muitas vezes.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelEm Jeremias 25:3 temos:
Durante vinte e três anos a palavra do Senhor tem vindo a mim, desde o décimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje. E eu a tenho anunciado a vocês, dia após dia, mas vocês não me deram ouvidos.
Jeremias 25:3

Jeremias em profunda agonia, ao ver as ruínas do povo de Israel, se lembra de quem era o Senhor a quem ele servia. E agora suas palavras de lamento se transformam em um reconhecimento do grande amor de Deus:
Mesmo frente a todas as dificuldades e desastres que estão diante de mim, lembro-me daquilo que me traz esperança:
O grande amor de Deus, e o seu favor imerecido para conosco, são a causa de nós não esmorecermos diante das dificuldades, porque a cada novo dia, Deus continua nos amando e tendo misericórdia de nós, seu amor para conosco é infinito.
(Releitura de Lamentações 3:21-23 por mim)

Jeremias perseverava em servir ao Senhor e em pregar por 23 anos desde a madrugada até a noite, porque antes, ele sabia que o Senhor perseverava em amá-lo, em ter misericórdia dele, em não deixar que ele esmorecesse.

Mesmo diante das dificuldades da vida, sabemos que Deus está no controle e pode restaurar a nossa sorte!

sábado, 11 de agosto de 2012

Dia Nacional de Defesa dos Honorários é lançado por Ophir em SP

Dia Nacional de Defesa dos Honorários é lançado por Ophir em SP

São Paulo – “O dia da resistência, da cruzada em busca da defesa da cidadania a partir de honorários advocatícios dignos”. A definição foi feita pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, ao lançar hoje (10) o Dia Nacional de Defesa dos Honorários Advocatícios. Ao fazer o lançamento na sede da Seccional da OAB paulista, Ophir conclamou os advogados a enfrentarem com brio e de forma aguerrida as campanhas destinadas à redução das verbas honorárias, especialmente por parte das associações de magistrados. “Além do simbolismo, esta data passa a representar o compromisso público da advocacia brasileira para com a cidadania e para com a própria categoria. Chegou a hora do nosso grito de basta. Honorários não são gorjeta.”

Em seu discurso, Ophir questionou como é possível se falar em independência do advogado se ele tem, cotidianamente, os honorários aviltados por decisões judiciais? “Posturas de juízes que reduzem os honorários a valores irrisórios negam de forma peremptória o papel que nos foi destinado pelo artigo 133 da Constituição, que prevê a indispensabilidade do advogado à Justiça”, afirmou o presidente nacional da OAB. “O advogado não é adereço e a redução recorrente dos honorários diminui a paridade de armas que deve haver entre a acusação e a defesa. Vamos continuar lutando contra isso.”

A solenidade foi realizada no salão nobre da Seccional paulista da OAB, na presença do presidente em exercício da OAB-SP, Marcos da Costa; da secretária-geral adjunta da OAB Nacional, Márcia Melaré; do membro honorário vitalício da OAB, Rubens Approbato Machado; e da presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, Ivete Ferreira, além de dirigentes da entidade.

Para o presidente em exercício da OAB-SP, Marcos da Costa, os magistrados que fixam valores irrisórios de honorários não compreendem a importância do papel do advogado na defesa dos direitos dos cidadãos. “O principal direito dentro do Estado Democrático de Direito é o da ampla defesa. O juiz que despreza os honorários do advogado e a capacitação técnica destinada à defesa também despreza a cidadania”, afirmou em seu discurso.

O lançamento da data integra a Campanha Nacional de Valorização dos Honorários Advocatícios, que atinge as 27 Seccionais da entidade e tem como meta promover um amplo trabalho de conscientização dos operadores do Direito e da sociedade sobre a questão.

A data do dia 10 de agosto foi escolhida para ser o dia em homenagem aos honorários advocatícios na última reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB, realizada na cidade de Manaus (AM), em 6 de julho deste ano. A ideia de lançar o Dia Nacional de Valorização dos Honorários Advocatícios foi apresentada pelo conselheiro federal pelo Amapá José Luís Wagner. Como parte da Campanha de Valorização dos Honorários, a OAB defende o direito dos advogados de receber verba honorária digna, repudiando e combatendo iniciativas que objetivem retirar ou minimizar tal garantia.

Outras medidas
Outro procedimento que vem sendo adotado pela OAB é o ingresso, na condição de assistente, em vários processos nos quais honorários foram fixados por juízes em valores considerados aviltantes. O objetivo da participação da OAB nessas ações que tramitam na Justiça é reformar decisões sob o argumento de que os honorários são essenciais ao advogado e ao direito de defesa dos cidadãos, destacando a natureza alimentar dessa verba.

Os dirigentes da OAB também têm buscado um maior diálogo com magistrados para demonstrar a relevância da fixação de honorários em patamares condizentes com a profissão.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Fotos que irão restaurar sua fé na humanidade


Poucas pessoas ainda acreditam na humanidade, na boa relação entre os seres. Ultimamente temos sido mesquinhos e individualistas… E todas essas atitudes nos faz repensar o rumo que omundo tem tomado.
Surpreendentemente algumas poucas pessoas ainda nos fazem reacreditar na boa ação dos humanos. Será mesmo que o mundo tem salvação?
Essa resposta ainda não temos, mas confira algumas imagens que nos ajudará a restaurar a fé nahumanidade:

“Camponês carregando gatinhos encalhados para terra seca durante enchentes na Cidade de Cuttack, na Índia.”
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“Cristãos em Chigado que apareceram numa marcha do orgulho gay para pedirem desculpas pela homofobia na Igreja.”
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Homem dando suas sandálias para uma moradora de rua.

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Bombeiro administrando oxigênio para um gatinho resgatado num incêndio.

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Meghan Vogel, 17 anos, ficou em último lugar na corrida de 3200 metros quando ela alcançou a competidora Arden McMath, cujo corpo já não aguentava mais correr. AO invés de ultrapassá-la para não ficar em última, Vogel colocou o braço de McMath nos seus ombros, carregou 30 metros, e então empurrou-a para a linha de chegada antes de atravessá-la.
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“2 noruegueses resgatando uma ovelhinha do oceano.”
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Duas crianças salvando um cachorro que caiu em um desfiladeiro.

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“Luke,
A gorgeta que te dei foi por que você me lembra muito meu filho, Deron, que morreu 15 anos atrás.Talvez você pareça um pouco com ele, mas é seu tipo, sua gentileza, sua consciência, seu espírito cortês que fez essa conexão. Obrigado pela lembrança amarga e doce ao mesmo tempo. Que deus te abençoe, querido!”
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“2 melhores amigos num balanço.”

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“Refeições gratuitas para os moradores de rua todas as sextas, das 3 às 5 da tarde”.
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Já poderia ter se salvado, mas não aceitou deixar o amigo para trás.
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“Sue Drummond estava andando com seu amado Shih Tzu, Bibi, num píer em Melbourne, quando uma forte ventania o levou e o derrubou nas águas agitadas da baía. Um transeunte, Raden Soemawinata, que por acaso estava no pier aquele dia para espalhar as cinzas da avó, não perdeu tempo: tirou a roupa e mergulhou na baía para resgatar o animal”.

domingo, 29 de julho de 2012

Julgamento de Paulo...


A audiência perante Félix

1 Cinco dias depois o sumo sacerdote Ananias desceu com alguns anciãos e um certo Tertulo, orador, os quais fizeram, perante o governador, queixa contra Paulo.
2 Sendo este chamado, Tertulo começou a acusá-lo, dizendo: Visto que por ti gozamos de muita paz e por tua providência são continuamente feitas reformas nesta nação,
3 em tudo e em todo lugar reconhecemo-lo com toda a gratidão, ó excelentíssimo Félix.
4 Mas, para que não te detenha muito rogo-te que, conforme a tua eqüidade, nos ouças por um momento.
5 Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e chefe da seita dos nazarenos;
6 o qual tentou profanar o templo; e nós o prendemos, [e conforme a nossa lei o quisemos julgar.
7 Mas sobrevindo o comandante Lísias no-lo tirou dentre as mãos com grande violência, mandando aos acusadores que viessem a ti.]
8 e tu mesmo, examinando-o, poderás certificar-te de tudo aquilo de que nós o acusamos.
9 Os judeus também concordam na acusação, afirmando que estas coisas eram assim.
10 Paulo, tendo-lhe o governador feito sinal que falasse, respondeu: Porquanto sei que há muitos anos és juiz sobre esta nação, com bom ânimo faço a minha defesa,
11 pois bem podes verificar que não há mais de doze dias subi a Jerusalém para adorar,
12 e que não me acharam no templo discutindo com alguém nem amotinando o povo, quer nas sinagogas quer na cidade.
13 Nem te podem provar as coisas de que agora me acusam.
14 Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas,
15 tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição tanto dos justos como dos injustos.
16 Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens.
17 Vários anos depois vim trazer à minha nação esmolas e fazer oferendas;
18 e ocupado nestas coisas me acharam já santificado no templo não em ajuntamento, nem com tumulto, alguns judeus da Ásia,
19 os quais deviam comparecer diante de ti e acusar-me se tivessem alguma coisa contra mim;
20 ou estes mesmos digam que iniquidade acharam, quando compareci perante o sinédrio,
21 a não ser acerca desta única palavra que, estando no meio deles, bradei: Por causa da ressurreição dos mortos é que hoje estou sendo julgado por vós.
22 Félix, porém, que era bem informado a respeito do Caminho, adiou a questão, dizendo: Quando o comandante Lísias tiver descido, então tomarei inteiro conhecimento da vossa causa.
23 E ordenou ao centurião que Paulo ficasse detido, mas fosse tratado com brandura e que a nenhum dos seus proibisse servi-lo.
24 Alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e ouviu-o acerca da fé em Cristo Jesus.
25 E discorrendo ele sobre a justiça, o domínio próprio e o juízo vindouro, Félix ficou atemorizado e respondeu: Por ora vai-te, e quando tiver ocasião favorável, eu te chamarei.
26 Esperava ao mesmo tempo que Paulo lhe desse dinheiro, pelo que o mandava chamar mais freqüentemente e conversava com ele.
27 Mas passados dois anos, teve Félix por sucessor a Pórcio Festo; e querendo Félix agradar aos judeus, deixou a Paulo preso.

Paulo perante Festo

1 Tendo, pois, entrado Festo na província, depois de três dias subiu de Cesaréia a Jerusalém.
2 E os principais sacerdotes e os mais eminentes judeus fizeram-lhe queixa contra Paulo e, em detrimento deste,
3 lhe rogavam o favor de o mandar a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho.
4 Mas Festo respondeu que Paulo estava detido em Cesaréia, e que ele mesmo brevemente partiria para lá.
5 Portanto - disse ele - as autoridades dentre vós desçam comigo e, se há nesse homem algum crime, acusem-no.
6 Tendo-se demorado entre eles não mais de oito ou dez dias, desceu a Cesaréia; e no dia seguinte, sentando-se no tribunal, mandou trazer Paulo.
7 Tendo ele comparecido, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra ele muitas e graves acusações, que não podiam provar.
8 Paulo, porém, respondeu em sua defesa: Nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César, tenho pecado em coisa alguma.
9 Todavia Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres subir a Jerusalém e ali ser julgado perante mim acerca destas coisas?
10 Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde devo ser julgado; nenhum mal fiz aos judeus, como muito bem sabes.
11 Se, pois, sou malfeitor e tenho cometido alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César.
12 Então Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César; para César irás.

Festo aconselha-se com o rei Agripa

13 Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia em visita de saudação a Festo.
14 E, como se demorassem ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: Há aqui certo homem que foi deixado preso por Félix,
15 a respeito do qual, quando estive em Jerusalém, os principais sacerdotes e os anciãos dos judeus me fizeram queixas, pedindo sentença contra ele;
16 aos quais respondi que não é costume dos romanos condenar homem algum sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação.
17 Quando então eles se haviam reunido aqui, sem me demorar, no dia seguinte sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem;
18 contra o qual os acusadores, levantando-se, não apresentaram acusação alguma das coisas perversas que eu suspeitava;
19 tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua religião e de um tal Jesus defunto, que Paulo afirmava estar vivo.
20 E, estando eu perplexo quanto ao modo de investigar estas coisas, perguntei se não queria ir a Jerusalém e ali ser julgado no tocante às mesmas.
21 Mas apelando Paulo para que fosse reservado ao julgamento do imperador, mandei que fosse detido até que o enviasse a César.
22 Então Agripa disse a Festo: Eu bem quisera ouvir esse homem. Respondeu-lhe ele: Amanhã o ouvirás.

Paulo perante Agripa

23 No dia seguinte vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os chefes militares e homens principais da cidade; então, por ordem de Festo, Paulo foi trazido.
24 Disse Festo: Rei Agripa e vós todos que estais presentes conosco, vedes este homem por causa de quem toda a multidão dos judeus, tanto em Jerusalém como aqui, recorreu a mim, clamando que não convinha que ele vivesse mais.
25 Eu, porém, achei que ele não havia praticado coisa alguma digna de morte; mas havendo ele apelado para o imperador, resolvi remeter-lho.
26 Do qual não tenho coisa certa que escreva a meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de feito o interrogatório, tenha eu alguma coisa que escrever.
27 Porque não me parece razoável enviar um preso, e não notificar as acusações que há contra ele.
1 Depois Agripa disse a Paulo: É-te permitido fazer a tua defesa. Então Paulo, estendendo a mão, começou a sua defesa:
2 Sinto-me feliz, ó rei Agripa, em poder defender-me hoje perante ti de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus;
3 mormente porque és versado em todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência.
4 A minha vida, pois, desde a mocidade, o que tem sido sempre entre o meu povo e em Jerusalém, sabem-na todos os judeus,
5 pois me conhecem desde o princípio e, se quiserem, podem dar testemunho de que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu.
6 E agora estou aqui para ser julgado por causa da esperança da promessa feita por Deus a nossos pais,
7 a qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente noite e dia, esperam alcançar; é por causa desta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus.
8 Por que é que se julga entre vós incrível que Deus ressuscite os mortos?
9 Eu, na verdade, cuidara que devia praticar muitas coisas contra o nome de Jesus, o nazareno;
10 o que, com efeito, fiz em Jerusalém. Pois havendo recebido autoridade dos principais dos sacerdotes, não somente encerrei muitos dos santos em prisões, como também dei o meu voto contra eles quando os matavam.
11 E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, obrigava-os a blasfemar; e enfurecido cada vez mais contra eles, perseguia-os até nas cidades estrangeiras.
12 Indo com este encargo a Damasco, munido de poder e comissão dos principais sacerdotes,
13 ao meio-dia, ó rei vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, resplandecendo em torno de mim e dos que iam comigo.
14 E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebráica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.
15 Disse eu: Quem és, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;
16 mas levanta-te e põe-te em pé; pois para isto te apareci, para te fazer ministro e testemunha tanto das coisas em que me tens visto como daquelas em que te hei de aparecer;
17 livrando-te deste povo e dos gentios, aos quais te envio,
18 para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim.
19 Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial,
20 antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco, e depois em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia e também aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.
21 Por causa disto os judeus me prenderam no templo e procuravam matar-me.
22 Tendo, pois, alcançado socorro da parte de Deus, ainda até o dia de hoje permaneço, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada senão o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer;
23 isto é, como o Cristo devia padecer, e como seria ele o primeiro que, pela ressurreiçao dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e também aos gentios.
24 Fazendo ele deste modo a sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar.
25 Mas Paulo disse: Não deliro, ó excelentíssimo Festo, antes digo palavras de verdade e de perfeito juízo.
26 Porque o rei, diante de quem falo com liberdade, sabe destas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto.
27 Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Sei que crês.
28 Disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a fazer-me cristão.
29 Respondeu Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me ouvem, se tornassem tais qual eu sou, menos estas cadeias.
30 E levantou-se o rei, e o governador, e Berenice, e os que com eles estavam sentados,
31 e retirando-se falavam uns com os outros, dizendo: Este homem não fez nada digno de morte ou prisão.
32 Então Agripa disse a Festo: Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César.