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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Um texto/testemunho real que todos os pais e maes precisam ler.



há 8 horas 

Charlles

Deus me deu você aos 3 anos de idade e ainda mamava no peito. Eu entendo que a vida é muito curta só não entendo como ela se comporta como um relâmpago para algumas pessoas. Pessoas com um bom coração como você. Tu foste uma criança enquanto durou a sua existência. Todos sabiam disso, menos você.

Foste tão criança que não conseguiu distinguir a linha tênue que divide a proteção do perigo. A segurança do risco. Esta linha te traiu. Talvez porque as pessoas que te cercaram nos seus momentos derradeiros não tenham esta percepção, pois eles criam filhos como porcos. Só para comer e não para viver.

Criar filhos é muito mais do que dar comida, sorrir e abraçar. Quem vive para comer é porco.

Criar filhos é educar e zelar pelos caminhos corretos. Deus cobrará todos eles por esta negligência para contigo.

Lembro que você era super ativo. Não sossegava nunca.

Lembro que você era pesado para ser carregado no colo. Caramba!!!

Lembro quando escondemos o veneno que matava carrapatos do cachorro e saímos. A Agatha nem era nascida ainda. Quando voltamos você estava todo mole e eu desconfiei logo que você tinha achado o veneno. Ainda jogou na caixa d´água lá no terraço. Tu queria exterminar a família menino?

Te levamos ao hospital e tive que assinar um termo para te liberarem, pois naquela noite eu tinha que pregar a Palavra de Deus. Você sobreviveu a esta prova. Deus trouxe você para o lado de cá da linha.

Lembro que você ficou com medo no parque Terra Encantada. Naquele “tufão”, lembra? Os outros meninos até riam de você.

Lembro que você foi o “José” na peça de Natal das crianças na igreja. Eu tenho aquela foto até hoje.

Lembro que te dei uma bronca na escola porque tirou nota fraca em matemática. Impressionante que você nunca reclamava quando era chamado a atenção, né?

Lembro que sua mãe foi chamada na escola porque seu braço era pesado e você mandou ele em cima de uma menina. Ela saiu pronta para te bater na escola e eu a repreendi.

Eu disse: não bata nele. A menina fez alguma coisa grave eu conheço o Charlles. De fato a menina e sua mãe foram chamadas e ela confessou que foi culpada.

É bom conhecer os filhos.

Lembro que você chorou na igreja no dia dos pais.

Lembro que você chorou na igreja e ninguém sabia por quê. Quando indagamos, descobrimos que você estava chorando pela derrota do Flamengo. Só você mesmo, hein moleque!!!!

Mas lembro também que vieram aqueles acidentes de percurso que, infelizmente, ocorrem em algumas famílias e aconteceu na nossa. Sei que você não entendeu nada. Nem era pra entender. Crianças dóceis como você tem que ser poupadas de traumas.

Acho que você não era deste mundo ou não era para este mundo sabia? Você sempre esteve diante desta linha que divide o bem e o mau. E infelizmente daí pra lá eu não pude mais fazer nada. Não deixaram mais que eu me aproximasse de você. Te blindaram.

Você trilhou um caminho que agradou a eles. Todos tiraram “casquinha” do seu desvario. Como eles são tolos. Acreditam que isto é vida!!!! Sem perceber eles te mataram porque foram coniventes. Quando alguém na família se perde eles encaram isso como status na comunidade. Acreditam que ficam bem na “fita”.

Não aceito que ninguém lhe chame de bandido. VOCÊ ERA MEU FILHO.

Quando cheguei no velório apareceu um DESGRAÇADO se promovendo e não queria que eu tirasse fotos sua naquela urna de madeira. Sei que era um memorial frio, mas eu tinha o direito de ter a sua última imagem.

Depois que entreguei a Bíblia que você levava para a igreja nas mãos da sua mãe tirei o véu do seu rosto. Beijei seu rosto gelado. Pelo menos deu tempo para isso.

Houve um DESGRAÇADO lá que obteve uns momentos de “fama”. Um tal de DJ. Acho que é isso o nome da porcaria do cara. Fez presepada diante do público e até colocou a mão num revólver. Eu nunca iria te envergonhar. Jamais revidaria em respeito a você naquela situação. Não era momento para aquilo.

Ele só não sabe o PROBLEMÃO que aprontou para a vida dele. Existe uma coisa na vida chamada COBRANÇA e um dia ela acontece.

Teve um tio seu covarde também. Covarde porque esperou aquele momento para dar show. Um show que ele não deu quando fiquei diante dele e sua mãe sozinhos quando eu falei umas verdades para a sua mãe na “pista”. Pessoas assim são chamadas de BABACA. Parece que todos me aguardavam. Interessante, né?

Se você não era deste mundo eu não posso confrontar a Deus por isso, mas certamente ELE não o queria naquela família.

Eles tomaram uma igreja de um homem de DEUS. Não estou preocupado com a avaliação deles sobre mim. Tomaram pessoalmente ou por consentimento. Não fique triste, foi o tempo da VISITAÇÃO do SENHOR.

Ele tirou você de lá. Você é uma flor preciosa e Deus lhe poupou do juízo que lá será derramado. Aliás, já estão colhendo o fruto daquilo que semearam a alguns anos. Só tragédia e vergonha.

Charlles eu vou te encontrar na glória. Deus não julga como julga o homem. Os critérios de julgamento DELE nos surpreendem porque são diferentes dos nossos critérios.

Você era uma criança e tinha um coração puro e limpo. Deus não lança um coração assim no inferno.

Do seu VERDADEIRO pai.


Pr. Ronaldo Cunha
 — em Rio de Janeiro.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Amor Atua

Como o Amor Atua


Quando você der alguma coisa a um necessitado, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas casas de oração e nas ruas. ... Mas... faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo saiba o que você fez. S. Mat. 6:2 e 3 (BLH).
Perguntaram certa vez a Ernest Shackelton, famoso explorador britânico da Antártica, qual tinha sido o momento mais terrível que ele passara no continente gelado. Alguém poderia pensar que ele contaria a história de alguma terrível nevasca polar, mas não foi isso. Contou que seu mais terrível momento veio certa noite quando ele e seus homens estavam amontoados numa cabana de emergência, tendo sido distribuídas as últimas porções de alimento.
Enquanto seus homens dormiam profundamente, Shackelton permanecia acordado, com os olhos semicerrados. De repente, viu um movimento sorrateiro de um de seus homens. Espiando naquela direção, ele viu que o homem furtivamente ia na direção de outro e retirava um pacote de biscoitos da mochila de seu companheiro. Shackelton ficou chocado! Até aquele momento, ele teria confiado a própria vida àquele homem. Agora tinha suas dúvidas.
Mas então, enquanto observava, percebeu que o homem abria seu próprio pacote de biscoitos, tirava de lá o último bocado de alimento, colocava-o no pacote do outro homem e o recolocava na mochila do companheiro.
Ao narrar a história, Shackelton disse: "Não ouso dizer o nome daquele homem. Acho que seu gesto foi um segredo entre ele e Deus."
É assim que acontece com o tipo de amor de que a Bíblia fala. Ele não realiza boas obras para ser visto pelos homens. Henry Drummond, grande pregador inglês, disse: "Depois de ter andado pelo mundo inteiro fazendo suas belas obras, o amor se esconde, até de si mesmo."
O coração humano anseia por reconhecimento. Não deseja que permaneçam ocultas as suas boas ações - e é aí que muitos caem na armadilha de Satanás! Depois que Deus efetua em nós "o realizar, segundo a Sua boa vontade" (Filip. 2:13), o tentador aparece e nos leva a vangloriar-nos das maravilhosas coisas que fizemos.
Qual é a solução? Nunca pare para vangloriar-se. Fixe a mente em Jesus e continue a permitir que Deus efetue Sua boa vontade através de você.
Prova Convincente
Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. S. João 13:35.
Quando eu era adolescente, resolvi deixar minha marca no mundo como artista. Meu pai havia recentemente adquirido uma Bíblia em três volumes, ilustrada por Paul Gustave Doré, e aquelas ilustrações tiveram peso importante na minha decisão.
Doré obteve fama com as suas gravuras de personagens religiosos e históricos. Passei horas estudando as técnicas dele e, embora meu interesse pela arte se desvanecesse com o tempo, ainda guardo vívidas imagens mentais daqueles desenhos.
Certa ocasião, viajando pela Europa, Doré perdeu seu passaporte. Quando ele chegou à alfândega seguinte, o guarda lhe pediu os documentos de viagem. Doré tentou explicar o que tinha acontecido.
- Eu sou Paul Gustave Doré - disse ele - e perdi meu passaporte. Apreciaria que fizesse a gentileza de deixar-me passar. Tenho de atender a compromissos importantes.
- Não tente fazer-nos de bobos - disparou o guarda. - Você não é a primeira pessoa que perde o passaporte e tenta fazer-se passar por alguém importante.
Doré suplicou a compreensão do guarda, mas em vão. Finalmente, um oficial aproximou-se e disse:
- Se o senhor é realmente Doré, tome este lápis e papel e desenhe aquele grupo de camponeses ali.
Dentro de alguns minutos, o grande artista produziu uma figura de semelhança impressionante com o grupo. Mesmo antes de concluído o desenho, o oficial, convencido de que aquele era realmente o famoso artista, permitiu-lhe a entrada no país.
Algumas pessoas, hoje, tentam fazer-se passar por cristãs, mas falta-lhes o amor fraternal que, segundo Jesus, caracterizaria Seus seguidores. Os cristãos primitivos viveram numa época em que a prática do cristianismo podia significar o martírio, mas ainda assim demonstravam o seu amor fraternal, arriscando a vida para ajudar seus irmãos perseguidos; em alguns casos, obtinham inclusive a relutante admiração dos perseguidores. Tertuliano, um escritor cristão do segundo e terceiro séculos, citou a declaração de um oficial pagão desta maneira: "Veja como esses cristãos se amam uns aos outros."
O amor fraternal não é um manto que se "veste" para convencer os incrédulos, mas uma qualidade que brota naturalmente de um coração amorável.
Sincero Interesse Pelas Almas
Só Deus sabe como é profundo o meu amor e a saudade que tenho de vocês - com a ternura de Jesus Cristo. Filip. 1:8 (A Bíblia Viva).
Em nosso versículo, Paulo declara que ele nutria tanto amor pelas almas dos crentes filipenses como Jesus. Você e eu precisamos de mais desse tipo de amor pelas almas.
Certa ocasião, no tempo da Sociedade de Amigos, um membro da seita dos quacres cavalgava por um urzal quando ouviu o som de cascos de cavalo atrás de si. Num momento, um salteador o alcançou e, apontando-lhe a pistola, exigiu:
- O dinheiro ou a vida!
Sem hesitar, o quacre puxou sua carteira e entregou-a ao homem.
- O senhor tem um belo cavalo - observou o ladrão. A seguir ordenou: - Desça! Vou levá-lo.
Calmamente, sem uma palavra de protesto, o quacre desmontou e o ladrão trocou de cavalo. Enquanto o salteador se virava para ir embora, o quacre se colocou na frente dele e, segurando as rédeas, começou a falar.
- Como é que pode - observou ele com terna sinceridade - um homem criado à imagem de Deus, ser feliz vivendo uma vida de crime e violência? Arrependa-se, meu amigo, antes que seja tarde demais!
O assaltante tirou a pistola e, apontando-a para a cabeça do quacre, rosnou:
- Como se atreve a me pregar um sermão, seu... Mais uma palavra, e vou abatê-lo aí mesmo.
O quacre nem piscou.
- Amigo - disse ele sorrindo - eu sei muito bem que poderia matar-me. Eu não arriscaria a vida para salvar minha carteira ou meu cavalo, mas alegremente a entregaria se pudesse salvar a sua da condenação eterna!
Sem uma palavra, o assaltante colocou novamente a pistola no coldre, saltou do cavalo do quacre e o devolveu, juntamente com a carteira. Depois, montando em seu próprio cavalo, foi embora dizendo:
- Se a sua preocupação por minha alma é tanta, não vou levar nada.
Embora sem ter certeza, podemos esperar que a mudança de idéia do assaltante tenha produzido também uma mudança de coração. Mas uma certeza podemos ter: se demonstrássemos tanto interesse por uma alma como aquele quacre, veríamos muito mais milagres da graça hoje em dia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dizer "eu te amo" é coisa séria!

Dizer eu te amo é coisa séria


Dizer eu te amo é coisa séria
Uns 20, 30 anos atrás, em geral nem os pais costumavam declarar com todas as letras o quanto amavam seus filhos. Amavam, sim. E muito! Mas não diziam. Apenas demonstravam, na maioria das vezes! Entre os casais, então, o tão esperado eu te amo costumava ser dito e repetido somente na fase da paixão, e olhe lá, com digamos, excessiva cautela.

Olhar nos olhos de alguém e dizer eu te amo costumava equivaler como selar um compromisso. A pessoa teria que, de fato, tornar-se responsável por quem cativou, como imortalizou Saint Exupery em seu maravilhoso livro O Pequeno Príncipe.

Mas como sabemos, as gerações se complementam, a cultura é dinâmica e os tempos mudam. Hoje, essa declaração chega a ser quase como um cumprimento diário, em muitos casos. Os adolescentes, então, esfuziantes que são, não se cansam de se declarar aos amigos, ficantes e namorados todo o amor que têm pra dar!

Há quem considere essa prática um abuso, sem sentido e sem consistência. Banalizaram os sentimentos, justificam-se os mais críticos e reservados. Em alguns casos, pode até ser, mas não apostaria nesta conclusão assim, tão precipitadamente.

Claro que tem gente que fala sem sequer imaginar como é que se sente e, principalmente, como é que se pratica o amor de verdade. Essas pessoas, sim, certamente estão desconsiderando a profundidade e responsabilidade que o amor pede. E quando é assim, concordo: é preciso um tantinho de pudor com o amor, porque é coisa séria!

Por outro lado, embora seja coisa séria, também acredito que deva ser coisa leve, gostosa, espontânea, fluida. E sendo assim, talvez não precisemos resistir tanto às declarações, embora devamos, sim e sempre, fazê-las de modo sincero e consciente, sabendo o que estamos dizendo.


Resumindo: é possível amar muito mesmo! E que bom que seja assim. Mas vale lembrar que uma declaração, quando feita em alto e bom som, toca o outro e gera nele uma expectativa (ou várias). O modo como você diz eu te amo pode ser compreendido de diversas formas, dependendo de quem ouve.

Portanto, mais do que ficar julgando a quantidade de vezes que as pessoas têm declarado seu amor, penso que o importante é sugerir uma reflexão: além das palavras, de que forma temos demonstrado amor? Temos sido pacientes e tolerantes com nossos amados? Temos ouvido o que eles dizem e nos interessado pelo que eles sentem? Temos nos disponibilizado para fazê-los felizes?

Imperfeitos que somos, certamente cometeremos erros, mesmo amando. Mas se nos tornarmos e nos mantivermos atentos agora, hoje, e durante o maior tempo que conseguirmos, talvez consigamos compreender que dizer eu te amo é como colocar um lindo laço sobre um presente. Muito bom! Mas o presente sempre é o que somos. E somos, fundamentalmente, o que fazemos, muito mais do que o que falamos. Tal qual, sabiamente, escreveu Ralph Waldo Emerson: O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você diz.

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Este artigo foi escrito por:

Dra. Rosana Braga
fonte: http://msnencontros.parperfeito.com.br/Artigos/opshow/articleid916/p-1/f-1/n-1/?utm_source=msnencontros&utm_medium=Sejamais&utm_campaign=art1_coisaseria_nov1/2&orig=1468&id=640300&ppBanner=1