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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A Palavra de Deus é em Tudo Verdade
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Perseguidos por causa da justiça
Perseguidos por causa da justiça
Enviado por Administrador d..., qui, 23/07/2009 - 17:30
Vale ressaltar que o texto chama de bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça e não por causa da estultícia que é o mesmo que tolice ou insensatez.
Cada cristão deve ser um pacificador e cada cristão deve esperar oposição. Da mesma maneira que o discípulo deve ser humilde de espírito, manso, limpo de coração, ele com certeza há de sofrer perseguições por causa da justiça e de Cristo. Aqueles que têm fome e sede de justiça sofrerão por causa da justiça que anseiam. Jesus disse que seria assim em qualquer lugar. Não devemos nos surpreender se a hostilidade anti-cristã aumentar, mas se ela não existir. Como diz Lucas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem!" (Lucas 6:26). A popularidade está para os falsos profetas assim como a perseguição para os verdadeiros.
As bem-aventuranças pintam um retrato compreensivo do discípulo cristão. Primeiro, vemo-lo de joelhos diante de Deus, reconhecendo sua pobreza espiritual e chorando por causa dela. Isto o torna manso ou gentil em todos os seus relacionamentos, considerando que a honestidade o compele a permitir que os outros pensem dele aquilo que, diante de Deus, já confessou. Mas, longe dele aquiescer em seu pecado, pois ele tem fome e sede de justiça; anseia crescer na graça e na bondade. Vêmo-lo, depois, junto aos outros, lá fora, na comunidade humana. Seu relacionamento com Deus não o faz fugir da sociedade nem o isola do sofrimento do mundo. Pelo contrário, permanece no meio deste, demonstrando misericórdia àqueles que foram golpeados pela adversidade e pelo pecado. Ele é transparentemente sincero em todos os seus relacionamentos e procura desempenhar um papel construtivo como pacificador. Mas ninguém lhe agradece pelos esforços; antes, é hostilizado, injuriado, insultado e perseguido por causa da justiça que defende, e por causa do Cristo com o qual se identifica.
Tal é o homem ou mulher que é "bem-aventurado", isto é, que tem a aprovação de Deus e alcança realização própria como ser humano.
Qualquer pessoa que entre em comunhão com Jesus tem de passar por uma reavaliação de valores. Nas bem-aventuranças, Jesus apresenta um desafio fundamental ao mundo cristão e exige que seus discípulos adotem o seu sistema de valores, totalmente diferente.
A cada nova bem-aventurança aprofunda-se o abismo entre os discípulos e o povo. Jesus está falando daqueles que não sintonizam com o mundo, os que não podem equiparar-se ao mundo. Choram sobre o mundo, sua culpa, seu destino e sua sorte. Enquanto o mundo festeja, ficam à parte; enquanto o mundo chama: "Gozai a vida", os discípulos choram. O mundo sonha com o progresso, com o poder, com o futuro --- os discípulos sabem do fim, do juízo e da vinda do reino dos céus para o qual o mundo não está apto. Por esta razão são os discípulos estranhos ao mundo, hóspedes indesejáveis, perturbadores que são rejeitados.
Tal inversão dos valores humanos é básica na religião bíblica. Os métodos do Deus das Escrituras parecem uma confusão para os homens, pois exaltam o humilde e humilham o orgulhoso; chamam de primeiros os últimos e de últimos os primeiros; declaram que os mansos serão seus herdeiros. A cultura do mundo e a contracultura de Cristo estão em total desarmonia uma com a outra. Resumindo, Jesus parabeniza aqueles que o mundo mais despreza e chama de "bem-aventurados" aquele que o mundo rejeita.
Observação: Este texto inclui inúmeras citações da obra Contracultura Cristã, de John Stott.
"Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós." (Mateus 5:10-12)
Estamos caminhando para o fim do nosso estudo sobre as bem-aventuranças, trazendo hoje a última das características do caráter cristão propostas por Jesus no Sermão do Monte.
Na bem-aventurança anterior Jesus nos ensina sobre a pacificação e nos incentiva a manter a paz com todos os homens, no que depender de nós. Mas não dá prá negar que, por mais que nos esforcemos para isso, há determinadas pessoas que se recusam a viver em paz conosco, não necessariamente por causa de nós, mas porque não gostam da justiça, da qual temos sede e fome, e porque rejeitam a Cristo, a quem procuramos seguir. E em função disso surgem as perseguições, calúnias, injúrias e todo tipo de mal contra nós, simplesmente por causa de Cristo.
E a pergunta é: Como reagir diante de tudo isso? Como Jesus esperava que seus discípulos reagissem diante da perseguição? Ele mesmo responde no versículo 12: "Regozijai-vos e alegrai-vos...".
A nossa atitude não dever ser de vingança ou mal humor, nem de autopiedade lambendo as próprias feridas, ou ainda de masoquismo como se estivéssemos gostando disso tudo. Devemos nos alegrar como um cristão.
Sei bem que tudo isso soa no mínimo estranho aos nossos ouvidos, mas faz sentido por alguns motivos.
- Primeiro motivo:
- é grande o nosso galardão nos céus. Podemos perder tudo nessa terra, mas herdaremos tudo nos céus.
- Segundo motivo:
- porque a perseguição é sinal da genuidade da nossa fé; um certificado de autenticidade cristã. Foi assim com os profetas que viveram antes de nós.
- Principal motivo:
- o principal motivo pelo qual devemos nos orgulhar de estarmos sofrendo, como disse o próprio Jesus: "É por minha causa" (verso 11), por causa da nossa lealdade para com ele e com seus padrões de verdade e justiça. Essa era a convicção que estava no coração dos discípulos. Quando açoitados por pregarem o nome de Jesus, saíram do sinédrio "regozijando-se porque tinham sido julgados dignos de padecer pelo nome de Jesus" (Atos 5:41). Eles sabiam que ferimentos e contusões são medalhas de honra.
Cada cristão deve ser um pacificador e cada cristão deve esperar oposição. Da mesma maneira que o discípulo deve ser humilde de espírito, manso, limpo de coração, ele com certeza há de sofrer perseguições por causa da justiça e de Cristo. Aqueles que têm fome e sede de justiça sofrerão por causa da justiça que anseiam. Jesus disse que seria assim em qualquer lugar. Não devemos nos surpreender se a hostilidade anti-cristã aumentar, mas se ela não existir. Como diz Lucas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem!" (Lucas 6:26). A popularidade está para os falsos profetas assim como a perseguição para os verdadeiros.
As bem-aventuranças pintam um retrato compreensivo do discípulo cristão. Primeiro, vemo-lo de joelhos diante de Deus, reconhecendo sua pobreza espiritual e chorando por causa dela. Isto o torna manso ou gentil em todos os seus relacionamentos, considerando que a honestidade o compele a permitir que os outros pensem dele aquilo que, diante de Deus, já confessou. Mas, longe dele aquiescer em seu pecado, pois ele tem fome e sede de justiça; anseia crescer na graça e na bondade. Vêmo-lo, depois, junto aos outros, lá fora, na comunidade humana. Seu relacionamento com Deus não o faz fugir da sociedade nem o isola do sofrimento do mundo. Pelo contrário, permanece no meio deste, demonstrando misericórdia àqueles que foram golpeados pela adversidade e pelo pecado. Ele é transparentemente sincero em todos os seus relacionamentos e procura desempenhar um papel construtivo como pacificador. Mas ninguém lhe agradece pelos esforços; antes, é hostilizado, injuriado, insultado e perseguido por causa da justiça que defende, e por causa do Cristo com o qual se identifica.
Tal é o homem ou mulher que é "bem-aventurado", isto é, que tem a aprovação de Deus e alcança realização própria como ser humano.
Qualquer pessoa que entre em comunhão com Jesus tem de passar por uma reavaliação de valores. Nas bem-aventuranças, Jesus apresenta um desafio fundamental ao mundo cristão e exige que seus discípulos adotem o seu sistema de valores, totalmente diferente.
A cada nova bem-aventurança aprofunda-se o abismo entre os discípulos e o povo. Jesus está falando daqueles que não sintonizam com o mundo, os que não podem equiparar-se ao mundo. Choram sobre o mundo, sua culpa, seu destino e sua sorte. Enquanto o mundo festeja, ficam à parte; enquanto o mundo chama: "Gozai a vida", os discípulos choram. O mundo sonha com o progresso, com o poder, com o futuro --- os discípulos sabem do fim, do juízo e da vinda do reino dos céus para o qual o mundo não está apto. Por esta razão são os discípulos estranhos ao mundo, hóspedes indesejáveis, perturbadores que são rejeitados.
Tal inversão dos valores humanos é básica na religião bíblica. Os métodos do Deus das Escrituras parecem uma confusão para os homens, pois exaltam o humilde e humilham o orgulhoso; chamam de primeiros os últimos e de últimos os primeiros; declaram que os mansos serão seus herdeiros. A cultura do mundo e a contracultura de Cristo estão em total desarmonia uma com a outra. Resumindo, Jesus parabeniza aqueles que o mundo mais despreza e chama de "bem-aventurados" aquele que o mundo rejeita.
Observação: Este texto inclui inúmeras citações da obra Contracultura Cristã, de John Stott.
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Dizer "eu te amo" é coisa séria!
Dizer eu te amo é coisa séria
Uns 20, 30 anos atrás, em geral nem os pais costumavam declarar com todas as letras o quanto amavam seus filhos. Amavam, sim. E muito! Mas não diziam. Apenas demonstravam, na maioria das vezes! Entre os casais, então, o tão esperado eu te amo costumava ser dito e repetido somente na fase da paixão, e olhe lá, com digamos, excessiva cautela.
Olhar nos olhos de alguém e dizer eu te amo costumava equivaler como selar um compromisso. A pessoa teria que, de fato, tornar-se responsável por quem cativou, como imortalizou Saint Exupery em seu maravilhoso livro O Pequeno Príncipe.
Mas como sabemos, as gerações se complementam, a cultura é dinâmica e os tempos mudam. Hoje, essa declaração chega a ser quase como um cumprimento diário, em muitos casos. Os adolescentes, então, esfuziantes que são, não se cansam de se declarar aos amigos, ficantes e namorados todo o amor que têm pra dar!
Há quem considere essa prática um abuso, sem sentido e sem consistência. Banalizaram os sentimentos, justificam-se os mais críticos e reservados. Em alguns casos, pode até ser, mas não apostaria nesta conclusão assim, tão precipitadamente.
Claro que tem gente que fala sem sequer imaginar como é que se sente e, principalmente, como é que se pratica o amor de verdade. Essas pessoas, sim, certamente estão desconsiderando a profundidade e responsabilidade que o amor pede. E quando é assim, concordo: é preciso um tantinho de pudor com o amor, porque é coisa séria!
Por outro lado, embora seja coisa séria, também acredito que deva ser coisa leve, gostosa, espontânea, fluida. E sendo assim, talvez não precisemos resistir tanto às declarações, embora devamos, sim e sempre, fazê-las de modo sincero e consciente, sabendo o que estamos dizendo.
Olhar nos olhos de alguém e dizer eu te amo costumava equivaler como selar um compromisso. A pessoa teria que, de fato, tornar-se responsável por quem cativou, como imortalizou Saint Exupery em seu maravilhoso livro O Pequeno Príncipe.
Mas como sabemos, as gerações se complementam, a cultura é dinâmica e os tempos mudam. Hoje, essa declaração chega a ser quase como um cumprimento diário, em muitos casos. Os adolescentes, então, esfuziantes que são, não se cansam de se declarar aos amigos, ficantes e namorados todo o amor que têm pra dar!
Há quem considere essa prática um abuso, sem sentido e sem consistência. Banalizaram os sentimentos, justificam-se os mais críticos e reservados. Em alguns casos, pode até ser, mas não apostaria nesta conclusão assim, tão precipitadamente.
Claro que tem gente que fala sem sequer imaginar como é que se sente e, principalmente, como é que se pratica o amor de verdade. Essas pessoas, sim, certamente estão desconsiderando a profundidade e responsabilidade que o amor pede. E quando é assim, concordo: é preciso um tantinho de pudor com o amor, porque é coisa séria!
Por outro lado, embora seja coisa séria, também acredito que deva ser coisa leve, gostosa, espontânea, fluida. E sendo assim, talvez não precisemos resistir tanto às declarações, embora devamos, sim e sempre, fazê-las de modo sincero e consciente, sabendo o que estamos dizendo.
Resumindo: é possível amar muito mesmo! E que bom que seja assim. Mas vale lembrar que uma declaração, quando feita em alto e bom som, toca o outro e gera nele uma expectativa (ou várias). O modo como você diz eu te amo pode ser compreendido de diversas formas, dependendo de quem ouve.
Portanto, mais do que ficar julgando a quantidade de vezes que as pessoas têm declarado seu amor, penso que o importante é sugerir uma reflexão: além das palavras, de que forma temos demonstrado amor? Temos sido pacientes e tolerantes com nossos amados? Temos ouvido o que eles dizem e nos interessado pelo que eles sentem? Temos nos disponibilizado para fazê-los felizes?
Imperfeitos que somos, certamente cometeremos erros, mesmo amando. Mas se nos tornarmos e nos mantivermos atentos agora, hoje, e durante o maior tempo que conseguirmos, talvez consigamos compreender que dizer eu te amo é como colocar um lindo laço sobre um presente. Muito bom! Mas o presente sempre é o que somos. E somos, fundamentalmente, o que fazemos, muito mais do que o que falamos. Tal qual, sabiamente, escreveu Ralph Waldo Emerson: O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você diz.
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sábado, 19 de novembro de 2011
Onde está a nossa fé? por Vinicius Feitosa
Onde está a nossa fé?
Em meio a madrugada essa pergunta me deixou intrigado e principalmente pensativo a respeito de onde estaria minha própria fé. Somos ensinados a fazer muitas coisas e agir de várias formas diferentes e isso também ocorre em relação a fé. Nos ensinam que devemos orar, que somos feitos a imagem e semelhança de Deus, que somos mais que vencedores, que a Bíblia é a Palavra de Deus e por ai vai. Cremos nisso e nada disso é mentira, nada é falso. O ponto é onde colocamos o dom que nos liga diretamente a Deus? Onde colocamos nossa fé?
Francamente, vejo grandes movimentos evangélicos… “Feitos”, “proezas”, “maravilhas” e em nenhum momento consigo enxergar Jesus nesses movimentos, parece apenas a demonstração de força de um determinado grupo ou simplesmente querer se tornar visível para os demais. Entre muitas coisas que não sei, uma sei, que Jesus não queria um grupo gigantesco e forte, na verdade quer um coração que creia Nele. Devíamos muito no que cremos, devíamos muito o centro de nossa fé. Em busca de uma identidade, esquivamos do que realmente deve nos identificar. Somos vistos como “os que crescem”, “os que não podem fazer isso ou aquilo”, “os certinhos”. Em nenhum momento somos identificados como cristãos e isso ocorre porque temos constantemente nos desviado do que realmente importa.
Respondendo a pergunta “Onde está a nossa fé?”, ela está no dogma, na tradição e muitas vezes em nós mesmos e em como nos achamos especiais. Vale lembrar que para Deus não há dogma, não há tradição maior que a obediência a Ele e que o Senhor não precisa de nós, muito pelo contrário.
Meu convite é somente para que você faça como eu e pense, “Onde está a minha fé?” e encontre sua verdadeira identidade. Se houver alguma dúvida de onde coloca-la, segue a dica de Atos.
“…Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.”
Atos 16:31
Não coloque sua fé em pessoas, grandes eventos, prédios bonitos ou tradições humanas. Creia em Jesus, deposite sua fé em Jesus, Ele não falha, não acaba e não te abandona.
Que Deus nos abençoe.
Sobre Vinicius Feitosa
VINICIUS FEITOSA Bacharel em Teologia, formado pelo Seminário Teológico Maranata. É professor de Escola Bíblica e entusiasta no estudo minucioso da Bíblia Sagrada e do hebraico antigo. Calvinista e fã do argumento ontológico, hoje dedica-se ao desenvolvimento do pensamento lógico e ao estudo da Teologia Sistemática. Congrega na Igreja Missionária Evangélica Maranata, onde atua no ministério infantil junto aos Juniores. Esta entrada foi publicada em Pensamentos e marcada com a tag Fé, Vinicius Feitosa. Adicione o link permanente aos seus favoritos.
O chamado de Maria por Pr. Eber Jamil
O CHAMADO DE MARIA.
Lucas 1
26 E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. 28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. 30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. 31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pór-lhe-ás o nome de Jesus. 32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. 34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? 35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. 36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; 37 Porque para Deus nada é impossível. 38 Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.
Se eu fosse chamado para pregar sobre o chamado ministerial, pensaria logo em Moisés, Jeremias, Isaías e Gideão. Em minha opinião são as passagens mais clássicas de chamada ministerial. Entretanto, fiz uma leitura de Lucas sobre o Natal, e me deparei com a passagem acima, onde o anjo Gabriel fala a Maria sobre a sua missão. Encontrei neste diálogo também uma chamada ministerial, que no caso de Maria envolvia a maternidade. Elementos que encontramos na chamada de Moisés, Jeremias, Isaías e Gideão, encontramos na chamada de Maria. Quero em forma de esboço, destacar as principais características do chamamento de Maria.
1◦) Maria foi escolhida por Deus. “Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.”
Dentre as mulheres da terra, Maria foi “pinçada” por Deus e escolhida para ser a mãe de Jesus. Assim todo aquele que é chamado por Deus também é um escolhido. O critério para a escolha é a Graça de Deus (agraciada), ou seja, um favor imerecido. O vocacionado por Deus precisa ser humilde. Precisa reconhecer que Deus por sua graça o escolheu.
2◦) O receio de não corresponder ao chamado. “E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.”
Maria estranhou as palavras do anjo e teve receio. Na Bíblia vemos que os vocacionados olham para suas habilidades e não se acham a altura da missão. Moisés, Jeremias, Isaías e Gideão também acharam isto. Entretanto, como Gabriel disse a Maria é uma escolha da Graça de Deus. O chamamento não é meritório, mas sim, uma escolha deliberada da Graça de Deus.
3◦) A missão terá repercussões abrangentes e eternas. “E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pór-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”.
A tarefa dada a Maria tinha implicações abrangentes e eternas. Às vezes achamos que o nosso chamado está restrito a certo “gueto” e “viela”, porém aquilo que se sucederia em Belém, atingiu todo planeta. Não podemos restringir o poder de Deus a certos espaços. Quando ganhamos uma vida para Jesus isto tem repercussões abrangentes e eternas.
4◦) A capacitação vem do Espírito de Deus. “ E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; Porque para Deus nada é impossível.”
Maria era virgem, como ela poderia gerar? O anjo responde: o Espírito do Senhor fará isto. A capacitação do vocacionado vem do Espírito. Os receios e os sentimentos de inadequação do vocacionado são vencidos pela capacitação sobrenatural do Espírito. Para Deus não há impossível.
5◦) O vocacionado precisa ser disponível e pronto para cumprir a missão. “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.”
Maria se dispôs como serva. Entendeu sua vocação e mostrou disposição em cumprir cabalmente o seu ministério. Mostrou ser obediente e disse: eis me aqui. Você, meu irmão e irmã, deixem os receios de lado e obedeça. O Senhor será contigo e O Espírito Santo te capacitará.
(O autor do texto é o Pr Eber Jamil).
Sobre Eber Jamil
Sou pastor Batista Nacional desde 1994. Leciono história da Igreja e Teologia Sistemática, atuo no ministério de ensino na Igreja que sou membro.
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